Instalador e reparador de antena parabólica

12 de setembro de 2016

Atualmente, devido à distância entre o local onde estão instaladas as torres de transmissão ou repetidoras e os receptores (televisores), os sinais analógicos de televisão têm enfrentado sérios problemas com obstáculos geográficos e urbanos. Tais obstáculos aos sinais analógicos impedem que eles cheguem até as antenas comuns ou provocam fantasmas que consistem no maior pesadelo para os instaladores de antenas direcionais e multidirecionais.

Se a antena do televisor estiver instalada em um local como um vale profundo, ou com um objeto alto dentro de sua linha de visão, ou ainda nos centros urbanos (que estão sendo cada vez mais ocupados por uma quantidade significativa de edifícios de grande altura), a maioria dos sinais vai ser refletida, o que acabará dificultando a recepção de sinais de TV captados por essas antenas, mesmo com o uso do amplificador de sinais. Isso não significa que não se possa ter uma boa recepção, apenas alerta para o fato de que o televisor pode não ser capaz de obter todos os canais a partir de uma única antena, frustrando a tentativa de obter um sinal de qualidade para o sinal HDTV. Por outro lado, mesmo que o televisor esteja em uma área elevada, não há garantia de que ele possa receber uma boa qualidade de sinal.

Vale lembrar que usar um amplificador quando não é necessário pode degradar o sinal que a televisão está recebendo. As antenas amplificadas são uma boa opção para receptores que estejam a grandes distâncias das torres de transmissão, pois elas amplificam os sinais fracos. Entretanto, se o sinal for ruim ou instável, com quedas constantes de sintonização, um amplificador não vai tornar esse sinal mais estável.

Além disso, com a implantação da transmissão do sinal digital (HDTV) no Brasil, segundo o Ministério das Comunicações, está se encerrando a transmissão do sinal analógico terrestre. Esse processo, no entanto, não inclui a transmissão do sinal analógico via satélite. Você pode saber mais sobre esse assunto acessando o site oficial da TV digital brasileira: www.dtv.org.br/desligamento-analogico.

Em pleno século XXI, as dificuldades de acesso à informação e ao entretenimento demonstram uma luta da população para não ficar à parte das pequenas amostras do mundo moderno. Muitas vezes, a partir do paradoxo entre a simplicidade de algumas casas e a instalação de uma antena parabólica, descobrem-se os verdadeiros motivos que levam moradores a adotarem uma antena dessas como parte integrante de seu dia a dia. Além das vantagens de caráter técnico da instalação de uma antena parabólica, existe o objetivo tecnológico da comunicação em seu caráter social, pois os sinais captados pela antena são transformados em informação, entretenimento, desejos, relações familiares e comunitárias e solidariedade.

Canais FTA

O uso das antenas parabólicas proporciona uma reflexão sobre o novo rumo da televisão aberta. As operadoras de TV por satélite oferecerem uma grande variedade de canais de TVs por assinatura (as que têm os decodificadores disponíveis com um cartão), entretanto, a maioria dos satélites que transmitem televisão para o Brasil contém canais FTA (abreviação de Free to Air, que significa canal “aberto para recepção através de antenas”, ou seja, canal desbloqueado). O modo de transmissão FTA é utilizado por grande número dos canais brasileiros, cujas emissoras desejam que o sinal do seu canal emitido pelo satélite possa ser visto por qualquer pessoa que o consiga captar. Não é necessário nenhum receptor especial ou software de desbloqueio ou mesmo cartão de acesso para captar os canais FTA, somente um receptor que seja compatível com o modo com o qual o canal está sendo transmitido. Os mais conhecidos são os satélites StarOne C2 e Brasilsat B4.

Comece por você

Por tudo isso é que as instalações de antenas parabólicas estão em grande fase de expansão, não só em áreas que não são servidas por provedores terrestres ou a cabo, mas também nos centros urbanos. Aproveite essa expansão e torne-se um profissional da área, conheça o nosso curso de Montagem e Manutenção de Antenas Parabólicas. O uso de uma antena parabólica num sistema de TV via satélite que possa receber tanto o sinal analógico quanto o digital sem obstáculos é a solução ideal para os problemas de fantasmas, sinais fracos ou chuviscos. Hoje em dia, com tecnologia moderna, os tipos populares de antenas têm uma alta diretividade, com um alto ganho (capacidade de amplificação), mas diferem em tamanho e formatos. Praticamente todos os modelos de antenas parabólicas digitais também podem receber sinais analógicos.

Com a volta da estabilização econômica, a expansão da televisão por assinatura e o acesso aos canais através do modo de transmissão FTA, hoje, mais do nunca, a reparação e a instalação de antenas parabólicas é uma atividade essencial e que exige que os profissionais instaladores de antenas possuam certificações técnicas para poderem utilizar seus equipamentos de forma correta. Para mais informações sobre antenas parabólicas e conversores, acesse o site de um dos principais fabricantes: www.antenascromus.com.br/download-material

Listras verticais na tela da TV

17 de agosto de 2016

Se a tela da TV acende, tem imagem e áudio, mas aparecem listras verticais (espécie de “cortina”) na tela, provavelmente o problema se encontra na tela. Antes de confirmar esse diagnóstico, podemos fazer alguns testes.

Na análise desse defeito, as tensões da fonte de alimentação estão sendo geradas normalmente, pois a tela está acendendo, temos imagem e som, e a placa principal também está funcionando normalmente porque todos os sinais de áudio e vídeo estão sendo processados. Assim, seguindo um roteiro de análise do defeito, a pesquisa começa verificando-se as condições dos seguintes componentes: cabo LVDS, placa T-CON, cabos flat e, finalmente, a tela da TV.

A função da placa T-CON é receber os sinais de vídeo da placa principal, através do cabo LVDS, para processá-los e distribuí-los para a tela.

Como dificilmente o técnico tem à disposição vários tipos de placas sobressalentes dos diversos modelos de televisão, para poder usar como teste, é preciso criar uma rotina de manutenção em que seja possível realizar um teste para certificar-se de que o problema realmente esteja acontecendo em função de defeito na tela.

Nesse caso, a pesquisa do defeito pode ser desenvolvida em duas etapas:

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Procedimentos iniciais para ser uma autorizada

29 de julho de 2016

Uma oficina autorizada, também conhecida como concessionária, é ligada ao fabricante, por isso fica obrigada a utilizar somente peças originais. Já uma oficina especializada é uma empresa com experiência em determinado tipo de conserto, porém sem vínculo necessário com os fabricantes, ou seja, pode ter um excelente serviço, mas não tem a obrigação de utilizar as peças de fábrica.

Para fazer parte da rede autorizada, o primeiro passo é entrar em contato (através de e-mail ou telefone) com o fabricante que se pretende representar. Por exemplo, no caso da Samsung (assistência técnica, revenda ou representação), o endereço eletrônico disponível na internet é: r.takeiti@samsung.com.br. Em geral, após esse primeiro contato, o solicitante passa por avaliação para ser aprovado antes de se tornar um credenciado.

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Tipos de memória

24 de junho de 2016

O conceito de memória é único, extensivo e válido para qualquer marca e modelo; por esse motivo, é necessário conhecer o básico sobre esse item.

Ao se manusear o teclado do painel da TV ou o controle remoto, pressionando alguma das teclas, certamente ela irá liberar dados armazenados na memória flash do Micon. Nesse momento, o software armazenado nas memórias NVM, DDR, EEPROM e flash vai atuar para atender os comandos realizados pelo usuário.

No caso de dados temporários, o Micon utiliza um banco de memórias RAM, que são voláteis.

Os circuitos de um televisor possuem diversos tipos de memórias, classificadas de acordo com sua estrutura. Vejamos os tipos de memórias empregadas na televisão:

Memórias RAM, ROM, SDRAM, flash, NVM, DDR, serial flash, nand flash e memória EEPROM. Algumas estão dentro do micro e outras estão fora dele.

Memória RAM: Permite leitura e escrita, porém seus dados são perdidos sempre que o power é desligado.

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CONEXÃO HDMI

11 de maio de 2016

Uma conexão HDMI pode usar dois tipos de conector: tipo A, com 19 pinos; e tipo B, com 29 pinos. Este segundo é maior e permite o uso da configuração dual link, que dobra a taxa de transferência máxima possível. Ou seja, com o conector tipo A é possível o uso de um clock de pixel de até 165MHz, e, com o conector tipo B, é possível obter uma taxa de pixel de até 330MHz.

Dentro de um conector HDMI tipo A, de 19 pinos:

  • Os pinos de 1 a 9 carregam três canais de dados TMDS: três pinos por canal. Os canais TMDS incluem informações de áudio e vídeo, e cada canal tem linhas separadas para valores positivos (+) e negativos (-) e uma linha de blindagem de dados (data shield) – ou terra.
  • Os pinos de 10 a 12 carregam dados para o canal de clock TMDS, que ajuda a manter o sinal em sincronização. Assim como os canais de dados TMDS, este canal tem linhas separadas para valores positivos (+) e negativos (-) e uma linha de blindagem de dados (data shield) – ou terra.
  • O pino 13 carrega o canal CEC (consumer eletronic control - controle eletrônico do consumidor), usado para mandar dados de comando e controle aos dispositivos conectados.
  • O pino 14 é vago e está reservado para uso futuro. Nos cabos HDMI 1.4 com canal de internet, leva dados do HEC (ethernet eletronic control).
  • Os pinos 15 e 16, dedicados ao DDC (display data channel), são usados para comunicação de informação EDID (extended display identification channel – canal de identificação e exibição estendida) entre os dispositivos.
  • O pino 17 é linha de dado de terra (data shield) para os canais CEC (consumer eletronic control) e DDC (display data channel).
  • O pino 18 carrega uma alimentação de baixa voltagem (+5V).

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