Conexão DVI

15 de abril de 2016

A maioria dos monitores LCD e dos projetores digitais de alta qualidade atualmente apresenta uma conexão DVI (Digital Video Interface). É um padrão de interface de vídeo criado para melhorar a qualidade dos dispositivos de vídeo digital, permitindo a transferência de dados multimídia (áudio e vídeo) não comprimidos e com elevada definição.

Considerados substitutos do padrão VGA, pois a tendência é a de que o padrão VGA caia em desuso, os conectores DVI proporcionam qualidade de imagem superior, pois as informações das imagens podem ser tratadas de maneira totalmente digital, o que não ocorre com o padrão VGA.

Por exemplo, quando um monitor LCD trabalha com conectores VGA, é preciso converter o sinal recebido para digital. Esse processo faz com que a qualidade da imagem diminua. Como o DVI trabalha diretamente com sinais digitais, não é necessário fazer a conversão, portanto, a qualidade da imagem é mantida. Por essa razão, a saída DVI é ótima para ser usada em monitores LCD, DVDs, TVs, entre outros.

Embora os conectores DVI sejam parecidos entre si, eles variam conforme o tipo do conector, como mostra a figura a seguir:

O cabo dos dispositivos que utilizam a tecnologia DVI é composto, basicamente, por quatro pares de fios trançados, sendo um par para cada cor primária (vermelho, verde e azul) e um para o sincronismo.

Para as conexões DVI-D e DVI-I, existem dois tipos de cabo, os de single link e os de dual link, que utilizam um formato para transmissão de informações digitais chamado TMDS (Transition Minimized Differential Signaling).

Os canais TMDS servem para proteger a transmissão de dados, efetuando-a de forma codificada. Eles transmitem o sinal duplicado, contudo o segundo sinal é invertido. Quando o dispositivo receptor recebe os sinais, ele faz uma comparação, e as diferenças encontradas fazem com que ele identifique alterações (ruídos de transmissão) e possa descartá-las.

a) DVI-A: é um tipo que utiliza sinal analógico, porém oferece qualidade de imagem superior ao padrão VGA. Sua configuração é conhecida por 12 + 5 pinos. É fácil de identificar porque apresenta 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo e ainda tem vários pinos “faltando”.

b) DVI-D (single link): é um tipo similar ao DVI-A, mas suporta somente sinal digital. Os cabos DVI-D são usados na conexão digital direta entre a placa de vídeo e o monitor LCD digital (ou raramente CRT). Proporciona transição de imagens mais rápida e de alta qualidade, pois suporta a maioria das resoluções e frequências comuns. Configurado com 8 + 1 pinos, é facilmente identificado porque é composto por três “fileiras”, sendo que faltam seis pinos das duas colunas do centro.

c) DVI-I (single link): esse padrão consegue trabalhar tanto com DVI-A como com DVI-D. É o tipo mais encontrado atualmente. Sua configuração é de 8 + 5 pinos e suporta tanto sinal digital como analógico. Também se identifica por ser composto de três “fileiras” contendo a mesma falta dos seis pinos das duas colunas centrais, porém possui 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo.

Enquanto o “single link” usa um TMDS transmissor de sinal digital e 4 fios, a interface DVI “dual link” usa dois canais TMDS transmissores de sinal digital e 8 fios para enviar os dados. Dessa forma, torna-se possível ao dual link DVI efetivamente dobrar o poder de transmissão e fornecer um aumento de taxas de atualização e qualidade do sinal. Assim, enquanto um único link de 60 Hz LCD DVI pode exibir uma resolução de 1920 x 1200, um DVI dual link de 60 Hz LCD pode exibir uma resolução de 2560 x 1600. Nesse caso, mais pinos e os fios no cabo proporcionam mais largura de banda.

d) DVI-D (dual link): Geralmente é usado para conectar a saída DVI-D do computador a um vídeo DVI. O DVI-D conecta tanto o padrão analógico quanto digital, conforme seu monitor de vídeo. Configurado com 24 + 1 pinos, é facilmente identificado porque é composto por três “fileiras” de 8 pinos e 1pino longo.

Os cabos DVI-D são usados na conexão digital direta entre a placa de vídeo e o monitor LCD digital (ou raramente CRT). Proporciona transição de imagens mais rápida e de alta qualidade, se comparada à imagem analógica, devido à origem digitalizada da imagem. Todas as placas produzem um sinal inicialmente de vídeo digital, o qual é convertido em analógico na porta de saída VGA. O sinal analógico vai até o monitor e é reconvertido em sinal digital. O DVI-D elimina o processo de conversão analógico e otimiza a conexão entre a placa e o monitor.

e) DVI-I (dual link): Configurado com 24 + 5 pinos, é composto por três “fileiras” de 8 pinos, 1pino longo, 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo; suporta sinal digital e analógico, mas em resoluções e frequências maiores que o DVI-I single link.

O pino chato longo em um conector DVI-I é maior do que o mesmo pino em um conector DVI-D.

Um abraço

Conexões RCA e VGA

7 de março de 2016

Em eletrônica, dois ou mais dispositivos como, por exemplo, o teclado, o mouse e a impressora podem ser conectados ao computador, ou então, circuitos como a placa T-CON e a placa principal de uma TV podem se conectar entre si, através de conexões.

Vejamos alguns tipos de conexões encontradas em equipamentos eletrônicos:

Conexão videocomposta: O termo “videocomposto”, como o próprio nome indica, é um sinal de vídeo cujos componentes de luminância (luminosidade), crominância (cor) e pulsos de sincronização foram misturados (mixados) num mesmo sinal.

Considerando que os diferentes componentes do sinal estão misturados e visando atenuar os limites dos sinais videocompostos, foram criados sinais de vídeo com componentes de luminância e de crominância separados, a fim de fazer circular, por vias diferentes, lógicas através de codificação e físicas através de cabos.

Nesse caso, a conexão para DVD players, televisores, dispositivos Blu-Ray, mesas de som e algumas placas de vídeo antigas para PC é realizada pelos famosos cabos RCA de três pontas, sendo que aquele que identifica e transporta o sinal do videocomposto é o conector de cor amarela. Entretanto, o cabo RCA que transporta o videocomposto vem geralmente acompanhado de dois cabos RCA (vermelho e branco) que transportam o sinal áudio estéreo (esquerda e direita).

O inconveniente relacionado ao fato de os diferentes componentes do sinal estarem misturados é que o sinal de vídeo resultante é de baixa qualidade, se comparado, por exemplo, a um sinal S-vídeo. Diante de tipos de conexão com melhores taxas de ruído, o videocomposto está longe de ser o ideal nos dias atuais. Por isso essa conexão vem sendo substituída por sistemas que apresentam melhores resultados, como o S-vídeo e o videocomponente.

A figura mostra os conectores RCA utilizados para a conexão do videocomposto e para os dois canais de áudio.

Conexão VGA: Sua definição exata é “Video Graphics Array”, que, numa tradução livre, significa “padrão de disposição gráfica para vídeo”. A sigla VGA é empregada para fazer referência ao conector de vídeo das placas gráficas.

O conector VGA, também conhecido pelo nome técnico de conector D-SUB (DB) tem seu funcionamento padrão operando em modo analógico, configurado com 15 pinos, com as seguintes funções:

Pin 1 – Red Video; Pin 2 – Green Video; Pin 3 – Blue Video; Pin 4 – Monitor ID – Bit 2; Pin 5 – Ground; Pin 6 – Red Ground; Pin 7 – Green Ground; Pin 8 – Blue Ground; Pin 9 – [KEY]; Pin 10 – Sync Ground; Pin 11 – Monitor ID – Bit 1; Pin 12 – Monitor ID – Bit 0; Pin 13 – Horizontal Sync; Pin 14 – Vertical Sync; Pin 15 – N/C (Reserved).

O conector VGA é encontrado em cabos, para a conexão da placa de vídeo de um computador a um dispositivo de saída, como um monitor ou uma televisão. A maioria dos televisores com tela LCD, que suporta resoluções mais altas, aceita um sinal RGB a 15Khz direto do conector VGA.

Esse tipo de conexão geralmente é empregado para sinais de transferência VGA, interface de vermelho, verde e cores escuras azuis e, também, para transferência de informações sobre sincronização (H-Sync) e vertical (V-Sync).

No cabo VGA, a versão “macho” do conector é a parte que possui vários pinos para a transmissão das imagens, enquanto nas placas de vídeo e dispositivos de saída há a versão “fêmea”.

A figura mostra os conectores VGA tipo “macho” e “fêmea” utilizados para a conexão de sinal VGA.

 

Já há algum tempo se utiliza a interface de 15 pinos do tipo Mini-D-Sub para ligação do monitor. Por meio de um adaptador, é possível ligar um monitor DVI de uma placa gráfica.

Conexão videocomponente: O sinal de videocomponente é exclusivamente de vídeo e se refere a um tipo de informação em que o vídeo é dividido em três componentes: dois componentes de cor (azul e vermelho) e um componente de luminância (imagem preto e branca).

Tanto os televisores antigos (tecnologia CRT) quanto os digitais (LCD, DLP ou plasma) produzidos recentemente têm suporte à tecnologia de videocomponente. Utilizado para obter uma melhor qualidade de imagem de DVD Players, o videocomponente trabalha com vídeo analógico e exige cabos à parte para lidar com o áudio da televisão.

A conexão do sinal do videocomponente é efetuada em cabos separados, padrão RCA, assim como é empregado para transmitir o áudio.


A figura mostra, à esquerda, os conectores RCA utilizados simultaneamente para a conexão e, ao lado, as entradas do sinal analógico de videocomponente.

Conexão S-vídeo: S-vídeo (abreviatura da expressão inglesa separate video) é um sinal de vídeo analógico que carrega dados de vídeo com dois sinais separados (brilho e cor). Por isso também é conhecido como Y/C, ou seja, os sinais de luminância (Y) e a informação modulada da crominância (C). A crominância refere-se ao valor das cores, enquanto a luminância se refere às luzes (branco e preto).

Numa conexão VGA, o cabo transporta esses dois sinais por meio de um único fio, o que contribui, constantemente, para o aumento da quantidade de ruídos e a perda da qualidade da imagem de uma forma geral, como, por exemplo, cores opacas ou brilho em desequilíbrio. Já na conexão S-vídeo, os sinais de luminância (Y) e a informação modulada da crominância (C) são transmitidos em pares separados, porém são sincronizados.

Devido à separação do vídeo em componentes de brilho (luminância) e de cor (crominância), o sistema S-vídeo é considerado, às vezes, um tipo de sinal de “videocomponente”, embora seja inferior a ele em termos de qualidade, sendo ultrapassado pelos sistemas de vídeo mais complexos, como o RGB.

A figura mostra o conector utilizado na conexão S-vídeo:

Pino 1: GND (Y) – terra do sinal Y

Pino 2: GND (C) – terra do sinal C

Pino 3: Sinal de luminância (Y)

Pino 4: Sinal de crominância (C)

INTERFACES/CONEXÕES

11 de fevereiro de 2016

Atualmente, muitos aparelhos de TV e DVD e monitores de vídeo estão preparados com entradas HDMI (High-Definition Multimedia Interface). Por ser uma interface de comunicação totalmente digital, o HDMI apresenta como principal vantagem a conexão dos sinais de uma fonte digital de áudio e vídeo com qualquer dispositivo eletrônico de alta definição, como blu-ray, leitor de DVD, computador e laptop, consoles de videogame, amplificadores de áudio/vídeo e placas gráficas e televisor.

Na imagem abaixo, temos um exemplo de várias entradas de um aparelho de televisão.

Funções

  1. PC DIGITAL IN (DVI-D): entrada do cabo DVI do PC.
  2. PC ANALOG IN (D-SUB): entrada do cabo de 15 pinos D-SUB de PC.
  3. AV OUT: saídas de áudio/vídeo de um equipamento externo.
  4. AV IN: entradas de áudio/vídeo de um equipamento externo.
  5. COMPONENT2 IN: entrada do sinal Y, Pb, Pr do DVD ou outro.
  6. COMPONENT1 IN: entrada do sinal Y, Pb, Pr do DVD ou outro.
  7. S-VIDEO IN: entradas do sinal S-VIDEO (Y, C) e áudio (MONO), “R” e “L” do sinal de áudio do videocassete.
  8. PC AUDIO IN: entrada do sinal de áudio do PC.

As interfaces são classificadas em: serial, paralela e USB.

Interface serial (também chamada de porta serial): é lenta, pois o processo de transferência de dados dá-se um bit de cada vez, daí o nome.

Interface paralela (também chamada de porta paralela): seu processo de transferência de dados é muito mais rápido, geralmente com uma taxa de transferência de 2 Mbits/s ou 256 KB/s.

Interface USB: tipo de conexão plug and play que permite a conexão sem a necessidade de desligar o aparelho. É mais moderna e mais veloz, com taxa de transferência de 60 MB/s ou 61.440 KB/s. Atualmente, a maioria dos fabricantes produz aparelhos que utilizam interface USB.

Interface DVI: transporta um sinal digital entre o equipamento fonte e o equipamento de destino, facilitando a cópia de dados de fluxo multimídia. Assim, os grandes da indústria cinematográfica e musical tornaram obrigatório no standard HDMI a utilização de um meio de codificação para os dados trocados através dessa conversão.

A figura mostra os dois tipos de interface. À esquerda, temos o conector DVI, e, à direita, o conector HDMI.

Embora algumas ligações de vídeo digital usem um conector chamado DVI, o HDMI também é bastante usado, pois com um único cabo e um conector são realizadas todas as ligações necessárias. Desse modo, é possível melhorar as conexões de padrão analógico, como radiofrequência, vídeo composto, S-Video, videocomponente, SCART, terminal D e VGA.

Há três diferenças básicas entre o conector HDMI e o DVI. Primeira: o HDMI suporta resoluções maiores do que o DVI (em teoria suporta o dobro da resolução mais alta usada atualmente por aparelhos de TV de alta definição). Segunda: o DVI só faz conexão de vídeo, a conexão de áudio precisa ser feita através de um cabo separado, enquanto o HDMI faz a conexão tanto do vídeo quanto do áudio. Terceira: o conector HDMI é bem menor que o conector DVI.

Outra importante diferença é que o conector DVI foi desenvolvido para ser usado por computadores, enquanto o HDMI foi desenvolvido para ser usado por equipamentos eletrônicos.

Nas próximas oportunidades trataremos sobre esses tipos de conexão.

Um abraço!