Atualização de software na memória EEPROM

16 de junho de 2015

TV Sony Bravia modelo KDL-32EX305/1

Muitas vezes, depois de substituir a placa T-CON ou a placa de sinal, pode haver um conflito de comunicação entre essas placas, provocando borrões na imagem, os quais são causados pelas diferentes versões do software; nesse caso, faz-se necessário gravar uma nova atualização na memória EEPROM.

Para resolver esse problema, é preciso entrar no site da Sony e baixar a atualização para o modelo em que se deseja realizar a atualização. Ex.: TV 32″ LCD Sony Bravia KDL-32EX.

De posse do software, deve-se entrar no modo de serviço da TV para fazer a atualização do modelo da tela. Segue o passo a passo desse processo:

1º passo – Acessar o modo de serviço.

a) O televisor deve estar em stand-by (desligado pelo Power off).
b) Pressione a seguinte sequência de teclas no controle remoto (observe o tempo para a sequência, que deve ser de, no máximo, dois segundos):

Display > 5 > volume (+) > Power

c) O televisor ligará e aparecerá na tela a mensagem Service, seguida do item e da função.
d) Pressione o botão 1 ou o 4 do controle remoto para selecionar o item a ser ajustado.
e) Pressione o botão 3 ou o 6 do controle remoto para mudar a função.
f) Para gravar na memória, pressione os botões Muting e Enter.
g) Pressione o botão 8 e Enter para reinicializar.
h) Para sair do modo de serviço, desligue o aparelho, e volte a ligá-lo.

2º passo – Confirmar a gravação na memória EEPROM.

a) Após o ajuste, desligue o aparelho da tomada de força e aguarde alguns minutos; depois volte a ligá-lo à tomada.
b) Ligue o aparelho novamente em modo de serviço e verifique se os valores estão de acordo com os que foram ajustados e gravados; se houver algum erro, refaça tudo e confira novamente, até ficar tudo certo.

Por onde começar o reparo quando a TV não liga

13 de maio de 2015

Quando uma TV chega à bancada de uma oficina, são estabelecidas duas frentes de atuação que estão inter-relacionadas:

- Na primeira, o profissional verifica qual a técnica de reparo mais apropriada para executar a manutenção. No processo, o reparador aplica seus conhecimentos teóricos, a partir da análise do sintoma do defeito. Nesse momento, é traçada uma linha lógica de manutenção.

- A segunda técnica, embora às vezes pareça um processo instintivo, é a aplicação do conhecimento na prática, pois é caracterizada por ações de pesquisa que, com uso de um instrumento de medida, devem levar a um diagnóstico, determinando o componente defeituoso. Portanto, o técnico precisa saber por onde começar o reparo.

Antes de iniciar os procedimentos de manutenção, é importante que o técnico pense na sua integridade física e não se arrisque. Um choque elétrico pode causar sérios danos (e até morte) ao ser humano.

Mesmo em circuitos que trabalham com baixa tensão (CIs/transistores), a tensão da rede elétrica está presente no chassi, na chamada parte “quente” do aparelho, e os estágios dessa parte não estão isolados da rede elétrica. Para localizar a parte “quente” de um aparelho de TV, deve-se seguir a entrada do cabo de força, em que, normalmente, estão presentes o fusível, os diodos retificadores, o capacitor eletrolítico de filtro principal e o transformador. Em fontes chaveadas, esse transformador possui tamanho bem menor e é de ferrite.

Outra dica importante nesse tipo de manutenção é a utilização de um recurso muito simples para evitar danos maiores: o dispositivo anticurto, uma tomada com uma lâmpada em série de 60 ou 80 watts.

O procedimento inicial começa com o cabo de força desconectado da tomada e a descarga do capacitor eletrolítico da fonte. A presença de uma tensão residual de décimos de volts nesse capacitor imediatamente descarta a hipótese de curto. Em seguida, procede-se à descarga da tensão residual de alta-tensão do tubo de imagem.

Cabe lembrar que o técnico deve ter cuidado com a “alta-tensão do cinescópio”, pois, mesmo depois de desligada a TV, o ânodo do cinescópio pode apresentar carga residual de alta-tensão. Portanto, quando são feitos reparos internos em um televisor, inicialmente, deve-se providenciar a descarrega do ânodo do tubo.

Para isso, pode-se usar um resistor de baixo valor (1000Ω, 1W) conectado entre uma das extremidades de dois fios. Nas outras extremidades, deve-se soldar duas garrinhas. Uma delas é ligada ao chassi (terra do circuito) e a outra é presa a uma chave de fenda com cabo de boa isolação. Em seguida, o reparador deve aproximar a ponta da chave de fenda do terminal elétrico da “chupeta”. Essa operação deve ser repetida por cerca de três vezes, a fim de garantir a descarga total do tubo.

O próximo passo é conectar o cabo de força ao dispositivo anticurto energizado e pressionar o botão Power, passando-o para a posição On. Se a TV não acender, o primeiro suspeito será o fusível. Se ele estiver queimado, deve-se descobrir a causa. Um fusível pode queimar devido a uma sobretensão na rede de energia ou por alguma causa desconhecida. Nesse caso, é preciso desconectar o cabo de força da tomada e trocar o fusível.

O próximo passo é voltar a conectar o cabo de força à tomada e ligar o aparelho para verificar o comportamento do circuito de entrada e dos seguintes componentes: diodos retificadores, capacitores adjacentes aos diodos retificadores, capacitor eletrolítico da fonte, CI oscilador PW, fototransistores (FTS) e transistores STRS.

Se existir algum curto, a lâmpada do dispositivo anticurto consumirá toda a corrente do circuito, acenderá com todo brilho e permanecerá acesa. Nesse caso, há um curto no aparelho, que pode ser no circuito de entrada da rede ou na fonte de alimentação.

Com o televisor desligado e usando um multímetro analógico na escala RX1, o técnico deve verificar o estado dos diodos retificadores, dos capacitores adjacentes a eles e do capacitor eletrolítico da fonte. Esse capacitor eletrolítico é o maior capacitor da fonte. No teste desse capacitor, ao tocar as pontas de prova do multímetro em seus terminais, o ponteiro tem de ir para algum valor de baixa resistência e, em seguida, retornar para alta resistência. Se ficar medindo baixa resistência, há algo errado.

Se a lâmpada acender forte e, depois, for diminuindo o brilho até quase apagar, é sinal de que não há curto na entrada, então a pesquisa deve ser realizada a partir da fonte de alimentação e toda a linha de +B deve ser examinada.

Se a lâmpada acender com luminosidade fraca e, possivelmente, ficar piscando, o restante do circuito de entrada estará em boas condições. Nesse caso, a TV mostrará se tem defeito nas etapas seguintes.

Tipos de televisor

17 de março de 2015

Televisor Analógico: para receber transmissão de sinais digitais, o aparelho necessita de um conversor digital. Os televisores antigos usam tubo de raios catódicos (CRT), também chamado de cinescópio. Dentro do tubo há duas placas: uma positiva e outra negativa. Quando a tensão entre as placas é muito alta, gera elétrons, e, quando estes atingem a placa positiva, a diferença de energia gera um feixe de luz que atravessa o tubo e para na parte de trás do vidro da televisão, formando a imagem.

Televisor Digital: permite receber as transmissões digitais sem necessidade de um conversor digital. Também pode receber transmissões analógicas. Já o televisor de alta definição (HDTV) é capaz de reproduzir imagens com definição de 720 ou 1080 linhas horizontais.

Há duas importantes diferenças da TV digital em relação à analógica: a qualidade e a resolução. Essas diferenças são amplas e ficam mais evidentes nas imagens em movimento.

A melhor qualidade da TV digital deve-se ao fato de não ter chuviscos, fantasmas ou chiados, enquanto que a melhor resolução se refere à alta definição da imagem.

A resolução das televisões com padrão analógico é de aproximadamente 512 por 400 pixels, enquanto a do padrão digital trabalha com 1080. Isso permite que a imagem digital seja composta por muito mais pontos, com um formato widescreen, com a proporção 16:9, diferente do padrão analógico, que funciona na proporção 4:3.

O áudio é outra vantagem a ser considerada, pois, enquanto a TV analógica trabalha com um canal (mono) ou dois canais (estéreo) de áudio, a TV digital suporta até seis canais.

Os televisores digitais podem se apresentar de três formas:

TV LCD: com painel de LCD, tecnologia que usa como fonte de luz (backlight) lâmpadas fluorescentes. Um feixe de luz passa por pequenas células que contêm cristal líquido controlado por uma corrente elétrica. Assim são geradas as três cores básicas para a formação de imagens: vermelho, verde e azul.

TV LED: também usa painel de LCD. O processo de recepção funciona praticamente como o de uma TV de LCD só que a tecnologia usada como fonte de luz (backlight) emprega um conjunto de LEDs com as cores primárias (vermelho, azul e verde). Essa tecnologia faz com que a luz seja exatamente igual durante todo seu tempo de uso e não ocorra perda de brilho ou alteração de cor, independentemente de ter ou não uma luz acesa.

TV Plasma: no painel de plasma, encontram-se pequeninas células que contêm uma mistura de gases. Quando uma corrente elétrica passa por essas células, excita os gases, que passam para o estado plasma, gerando luz.