Limpeza de telas de LCD e de plasma

12 de novembro de 2015

Na nova geração de telas de televisores, tanto as que utilizam a tecnologia de LCD quanto a de plasma, todas são capazes de reproduzir imagens de alta definição. Nesses aparelhos, para que se obtenha uma imagem de qualidade, é fundamental não só o bom estado de funcionamento da tela, mas também sua higienização. Por isso, sua limpeza aflige as pessoas que adquirem esses tipos de televisor.

Como nos televisores convencionais (aqueles de CRT) a tela é de vidro, qualquer produto para limpeza de vidros pode ser utilizado. Entretanto, devido a sua fragilidade, a limpeza das telas de LCD ou de plasma é fator de muita preocupação. As telas de cristal líquido (LCD), comumente conhecida por display ou visor de cristal líquido, e as de plasma têm um substrato de vidro diferente do vidro resistente das TVs convencionais, o que, consequentemente, torna as novas telas muito mais sensíveis.

A grande dúvida refere-se aos cuidados que se deve ter com a limpeza, que, feita inadequadamente, pode causar danos irreparáveis, resultando na substituição da tela. Logo, a limpeza dessas telas (bastante sensíveis), requer cuidados especiais.

Vejamos alguns.

- Jamais use produtos químicos, como detergente, desinfetantes ou qualquer outro produto que tenha em sua composição acetona, amônia, álcool etílico, tolueno ou cloro metano. As reações causadas pelo uso dessas substâncias acarretam sérios danos à tela, como o desbotamento das cores ou a “morte” de pixels.

- Não use, também, toalhas de papel, papel higiênico, lenço de papel ou camisetas, pois materiais desse tipo podem riscar a tela. Muitas vezes, recorremos a esse tipo de utensílio, pois estão quase sempre à mão, mas eles podem causar danos permanentes à tela.

- As bordas dos televisores de LCD e plasma geralmente são feitas de um material resistente, portanto é possível esfregá-los com certa força, mas sempre com atenção para não atingir a tela.

- Antes de começar a limpeza é recomendável desligar o televisor. Assim, pode-se observar a condição da tela e identificar os focos de sujeira. Se perceber que há alguma sujeira mais sólida, remova-a antes de esfregar, para evitar riscos. Para isso, use um pincel macio (cerdas duras podem danificar a tela) ou ar comprimido (não muito próximo da tela).

- Se a tela não apresenta manchas de dedo ou gordura, e a intenção é tirar a poeira que normalmente se acumula, um simples pano seco e macio dá conta do recado. A principal dica é nunca fazer pressão sobre uma tela de LCD. Apenas passe o pano macio com movimentos leves, e a poeira deve sair sem esforço.

- Marcas de dedo são praticamente inevitáveis quando o televisor (embora não seja recomendado) é instalado em local onde as crianças podem tocar na tela do aparelho. Nesse caso, se o pano seco não for suficiente, a melhor dica é utilizar produtos específicos para limpeza desse tipo de tela. Há soluções para limpeza de eletrônicos que são recomendadas, pois evaporam rapidamente e não grudam na tela. Nesse caso, procure produtos que tenham componente antiestático, assim a poeira não gruda com tanta facilidade.

Como descobrir o valor de um resistor queimado

18 de setembro de 2015

Um problema que surge com frequência em uma oficina é a necessidade de manutenção de um equipamento eletrônico ou de um aparelho elétrico cujo manual de serviço ou esquema elétrico é muito difícil de ser encontrado. Algumas vezes, ao fazer a inspeção visual no circuito do aparelho, o técnico encontra um resistor que queimou a ponto de perder a visibilidade dos anéis coloridos ou das informações impressas no seu corpo, o que dificulta ainda mais a manutenção.

Nessa situação, o técnico se pergunta: como posso saber o valor desse resistor queimado, com valor impresso carbonizado ou com suas faixas do código de identificação totalmente descoloridas, se não tenho o esquema elétrico para fazer essa identificação?

Como sabemos, os resistores – componentes que têm por finalidade oferecer oposição à passagem de corrente elétrica através de seu material – são dispositivos elétricos muito utilizados em eletrônica. Eles causam uma queda de tensão em alguma parte de um circuito elétrico, porém jamais causam quedas de corrente elétrica. Isso significa que a corrente elétrica que entra em um terminal do resistor é exatamente a mesma que sai pelo outro terminal, porém há uma queda de tensão. Assim, é possível usar os resistores para controlar a corrente elétrica sobre os componentes desejados. Um exemplo é o resistor limitador de corrente usado em série com o diodo emissor de luz (LED).

Os resistores utilizados em circuitos eletrônicos, em sua maioria, são constituídos de:

Película de carbono: esse componente é fabricado pela deposição em vácuo de uma fina película de carbono cristalino e puro sobre um bastão cerâmico; para resistores de valor elevado, o valor é ajustado pela abertura de um suco espiralado sobre sua superfície.

Película metálica: esse componente é fabricado de modo semelhante ao resistor de carbono, mas o grafite é substituído por uma liga metálica que apresenta alta resistividade ou por um óxido metálico. A película normalmente é inoxidável, o que impede a variação do valor da resistência com o passar do tempo. Pode ser fabricado em espiral, o que aumenta a resistência.

Para trocar um resistor, é preciso saber o valor da resistência, o tipo e a potência. Isso porque, se a potência for inferior à recomendada, o resistor acaba queimando. Nessas situações, antes de queimar, o resistor aquece tanto que, se for tocado com os dedos, pode provocar queimadura.

Quanto à potência, esta pode ser associada ao tamanho, pois a potência que um resistor é capaz de dissipar depende da sua superfície em contato com o meio ambiente. Dessa forma, quanto maior for essa superfície, maior será a potência que o resistor será capaz de dissipar.

A identificação torna-se mais complicada quando é preciso saber o valor de um resistor que, ao queimar, perdeu as indicações feitas pelos fabricantes – que estão expressas no seu corpo de forma impressa ou em forma de anéis coloridos – e não se tem um esquema elétrico para auxiliar nessa identificação.

Para ajudá-lo a descobrir o valor de um resistor queimado, apresentamos, a seguir, os passos aplicados numa experiência em que é preciso paciência, criatividade e observação.

Para isso foi usado um resistor de película de metal filme, cujos anéis têm as seguintes cores: marrom, preto, laranja e dourado. De acordo com o código de cores, temos:

Marrom = 1º algarismo significativo (1)
Preto = 2º algarismo significativo (0)
Laranja = multiplicador (x1000)
Dourado = tolerância (5%)
O valor do resistor é de 10.000Ω = 10K
Como a tolerância é de 5%, o valor do resistor pode se encontrar entre:
10000Ω – 500Ω = 9500Ω ou 9K5
10000Ω = 10K
10000Ω + 500Ω = 10500Ω ou 10K5

Para mostrar o valor inicial do resistor, primeiramente realizamos sua leitura. Com o multímetro posicionado para medida de resistência, selecionamos a escala de ohms (20K), que é a mais adequada. Em seguida, encostamos as ponteiras nos terminais do resistor e realizamos a leitura – 9,79K. Isso significa que o resistor está em boas condições de uso.

 

No próximo passo, com o objetivo de verificar como o valor de resistência é desenvolvido ao longo do corpo do resistor, usamos um estilete para raspar uma faixa do encapsulamento, no sentido do comprimento do resistor, de modo que sua parte interna fique exposta (como é mostrado nas figuras).

Com uma das ponteiras do instrumento fixa a um dos terminais do resistor, deslizamos a outra ponteira sobre a parte raspada do corpo do resistor. Como se pode verificar, o valor da resistência varia ao longo do corpo do resistor.

Tendo em vista que a ponta metálica da ponteira é grossa em relação à largura da película da resistência, recomendamos que seja adicionada uma agulha ou um fio rígido fino junto à parte metálica da ponteira, conforme pode ser observado na figura a seguir.

1ª posição – leitura realizada entre o terminal da esquerda e ± 1/3 do comprimento do resistor.

 

2ª posição – leitura realizada entre o terminal da esquerda e ± 1/2 do comprimento do resistor.

3ª posição – leitura realizada entre o terminal da esquerda e ± 2/3 do comprimento do resistor. Observe que, à medida que a ponteira do multímetro vai sendo deslocada para a direita, o valor de resistência vai aumentando, até a leitura alcançar seu valor máximo, que é de aproximadamente 10K (a diferença entre a leitura inicial de 9,79K e 9,90K pode ocorrer em função da oxidação do terminal.

O próximo passo é provocar uma situação em que possamos obter um resistor no mesmo estado em que geralmente é encontrado quando uma corrente muito acima da especificada pelo fabricante passa através dele. Para isso, propositalmente, aplicamos uma tensão muito acima da capacidade do resistor, a fim de que uma corrente elevada, ao passar através dele, provoque a sua queima, conforme mostra a figura.

Como se pode observar, o código de cores pintado no corpo do componente ficou irreconhecível e, dessa forma, conseguimos criar uma situação bastante semelhante à que é encontrada nos equipamentos.

Convém ressaltar que, numa situação real, o técnico deve ter cuidado ao realizar a tarefa de “raspagem” no corpo do resistor. No caso de um resistor queimado retirado de um circuito, é preciso fazer o mesmo processo realizado no início da nossa experiência, ou seja, usando um estilete, raspar uma faixa no sentido do comprimento do resistor, retirando a camada de encapsulamento até encontrar a parte interna do resistor, que pode ser de película de carbono ou de metal filme, dependendo do tipo do resistor.

Utilizando o multímetro, verificamos o valor da resistência em vários pontos ao longo do corpo do resistor.

1º. A leitura deve ser realizada em vários pontos, sempre em direção ao terminal oposto do resistor, ou seja, da esquerda para a direita.

2º. Leitura do resistor.

3º. Leitura do resistor aberto.

Durante o deslocamento, quando o instrumento deixa de indicar a leitura, é porque a ponteira foi colocada após o ponto onde houve a ruptura da resistência. Nesse caso, devemos voltar até encontrar uma indicação no instrumento, e essa última leitura, que chamamos de R1 (R1 = 3,49K), deve ser registrada.

Em seguida, devemos passar a ponteira, que antes estava fixa, para o outro terminal do resistor, a fim de procedermos do mesmo modo, porém no sentido inverso, agora da direita para a esquerda. Quando o instrumento deixa de indicar a leitura novamente, é porque a ponteira passou no ponto onde ocorreu a ruptura da resistência. Nesse caso, devemos voltar até encontrar uma indicação no instrumento, e essa última leitura, que chamamos de R2 (R2 = 5,61K), deve ser registrada.

4º. Leitura do resistor.

5º. Leitura do resistor aberto.

Encontramos, então, dois valores de “máxima resistência” – se o resistor estivesse em bom estado, teríamos encontrado um único valor de “máxima resistência”. Portanto, nesse caso, devemos efetuar uma associação em série dos dois valores encontrados, ou seja:

Rt = R1 + R2.

Rt = 3,49K + 5,61K = 9,10K

Conclui-se, dessa maneira, que o valor do resistor original deve estar bem próximo do valor encontrado para a resistência total (9,10K) da associação.

Sendo o valor original de 10K, temos uma diferença de 900Ω.

Há casos em que o valor encontrado é ainda mais próximo do original.

Atualização de software na memória EEPROM

16 de junho de 2015

TV Sony Bravia modelo KDL-32EX305/1

Muitas vezes, depois de substituir a placa T-CON ou a placa de sinal, pode haver um conflito de comunicação entre essas placas, provocando borrões na imagem, os quais são causados pelas diferentes versões do software; nesse caso, faz-se necessário gravar uma nova atualização na memória EEPROM.

Para resolver esse problema, é preciso entrar no site da Sony e baixar a atualização para o modelo em que se deseja realizar a atualização. Ex.: TV 32″ LCD Sony Bravia KDL-32EX.

De posse do software, deve-se entrar no modo de serviço da TV para fazer a atualização do modelo da tela. Segue o passo a passo desse processo:

1º passo – Acessar o modo de serviço.

a) O televisor deve estar em stand-by (desligado pelo Power off).
b) Pressione a seguinte sequência de teclas no controle remoto (observe o tempo para a sequência, que deve ser de, no máximo, dois segundos):

Display > 5 > volume (+) > Power

c) O televisor ligará e aparecerá na tela a mensagem Service, seguida do item e da função.
d) Pressione o botão 1 ou o 4 do controle remoto para selecionar o item a ser ajustado.
e) Pressione o botão 3 ou o 6 do controle remoto para mudar a função.
f) Para gravar na memória, pressione os botões Muting e Enter.
g) Pressione o botão 8 e Enter para reinicializar.
h) Para sair do modo de serviço, desligue o aparelho, e volte a ligá-lo.

2º passo – Confirmar a gravação na memória EEPROM.

a) Após o ajuste, desligue o aparelho da tomada de força e aguarde alguns minutos; depois volte a ligá-lo à tomada.
b) Ligue o aparelho novamente em modo de serviço e verifique se os valores estão de acordo com os que foram ajustados e gravados; se houver algum erro, refaça tudo e confira novamente, até ficar tudo certo.