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Tipos de Televisores

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Com o lançamento dos televisores de LED, fica cada vez mais difícil decidir em qual TV devemos investir nosso dinheiro. Como existem muitas explicações técnicas sobre esses produtos, ficamos ainda mais confusos, e é por isso que vamos tentar explicar como funcionam e quais benefícios que cada um desses aparelhos oferece.

LED:

O processo de transmissão dos televisores de LED é semelhante aos televisores de LCD, porém, a tecnologia utilizada é um pouco diferente, ou seja, ao invés da luz emitida pelo back light, dos televisores LCD, os televisores possuem os diodos emissores de luz.

Nos televisores de LED, há um conjunto diodos emissores de luz (LEDs) com as cores primárias (vermelho, azul e verde), fazendo com que o trabalho de filtragem de luz do cristal líquido seja realizado da melhor forma possível, conseguindo cores mais puras e com uma gama muito maior.

Essa tecnologia também faz com que a luz seja exatamente igual durante todo seu tempo de uso e não ocorra perda de brilho ou alteração de cor, independentemente de ter uma luz acesa ou não. O painel também possibilita melhor regulagem na intensidade da luz.

Os televisores de LED possuem melhor definição de cores e contraste, quando comparados aos televisores de LCD, ou seja, a imagem é muito melhor.

Esses tipos de televisores atendem às normas da Energy Star, pois o consumo de energia elétrica é baixo, até 40% menor do que os televisores de LCD do mesmo tamanho.

LCD:

O televisor de LCD, como o próprio nome diz, Liquid Crystal Display (Tela de Cristal Liquido), funciona a base de cristal líquido, que, ao ser polarizado por certa quantia de corrente elétrica transmite uma imagem translúcida ou mais opaca dependendo da intensidade da corrente aplicada.

Cada ponto na tela é formado por três células lacradas cheias desse material e cada célula corresponde a uma cor primária de luz (verde, vermelha e azul).

Uma lâmpada, que gera luz branca, é instalada atrás da tela de LCD e “ilumina” as células tornando-as coloridas. Dessa forma, a imagem fica visível.

Os televisores de LCD são indicados para salas que possuem mais claridade, isso significa que, mesmo que você tenha uma janela e a mesma fique na direção do televisor, você poderá assistir ao seu programa favorito com a janela aberta e não notará nenhum reflexo na imagem.

PLASMA:

Nos televisores de plasma, a tela opera com células cheias de gases nobres, como por exemplo, Neônio e Xenônio, que ao ser polarizado por uma corrente elétrica se ioniza produzindo diferentes cores, formando assim a imagem.

Esse processo libera fótons (luz) e ao colidirem com a camada de fósforo, que fica a frente dessas células, fazendo assim as mesmas brilharem. Cada ponto de imagem é composto por 3 células e cada uma delas coberta com fósforo de cor diferente (verde, vermelho e azul).

A combinação dessas 3 cores diferentes em intensidades variadas gera os tons necessários para produzir a imagem. E, pelo simples fato de cada célula produzir sua própria luz, não existe a necessidade de nenhuma luz para iluminar a tela.

Os televisores de plasma são indicados para ambientes com pouca luminosidade ou deficiência dessa. Devido à forma com que a imagem é construída, possui alta fidelidade de cores e maior contraste, o que é muito bom para quem gosta de olhar filme no escuro, pois oferecem cores mais vivas e não dependem de luz ambiente para que isso ocorra.

Vale à pena ressaltar que alguns diferenciais nesses aparelhos podem fazer a diferença. Existem componentes que podem ser muito úteis, independentemente de qual televisor você compre.

Alguns aparelhos de DVD e Blu Ray possuem uma saída para cabo HDMI, que dá uma grande ajuda na qualidade da imagem. Sendo assim, a combinação de um televisor de alta resolução e um aparelho, seja ele de DVD ou Blu Ray, mas que possua entrada e saída HDMI, lhe proporcionará uma imagem de alta definição.

Manutenção de televisores Sony

quarta-feira, 2 de março de 2011

O chassi AA-2B dos televisores Sony, compreende os modelos KV-2970T, KV-3470T, KV-29V55 e KV-34V55, porém há outros chassis, tais como o BA-1, BA-3B e BA-3C e CA-1, que têm pequenos detalhes diferentes, mas o procedimento para manutenção se aplica a eles de maneira semelhante.

Muitos técnicos, ou a maioria deles, “torcem o nariz” quando se deparam com a fonte de um desses aparelhos em curto. O procedimento, porém, não é complicado, muito pelo contrário, é simples, desde que seja feito de forma correta.

A fonte desses chassis é conversora, ou seja, converte uma onda senoidal em uma onda quadrada (PWM, Modulação por Largura de Pulso), sendo osciladores do tipo LC de alta potência. Dá-se o nome “oscilador tipo LC”, ao circuito formado por um indutor e um capacitor em paralelo e um ou mais transistores de potência. Seu funcionamento se baseia no armazenamento de energia, em forma de carga elétrica no capacitor, e em forma de campo magnético no indutor.

Ela possui dois transformadores: o PIT (Power Input Transformer) que é responsável pela corrente fornecida pela fonte e o DTC (Detect Transformer Control), que é responsável pela oscilação.

O primeiro passo após abrir o gabinete do aparelho é fazer uma análise visual do chassi em questão, observando nos transformadores PIT e DTC se seus núcleos estão quebrados ou soltos.

Após fazer a verificação visual, ressoldar toda a PCI (Placa de Circuito Impresso), dando atenção especial ao circuito driver de saída horizontal, vertical e fonte, pois qualquer mau contato após a manutenção poderá queimar tudo novamente.

A primeira coisa a ser observada após a constatação dos transistores conversores em curto é o circuito horizontal e vertical.

Medições estáticas (ôhmicas) das principais linhas de alimentações em relação ao ponto terra devem ser verificadas quanto à presença de curto, e obviamente seus componentes principais: fly back, transistor de saída horizontal, IC de saída vertical, bobina Yoke, etc.

Para confirmar o correto funcionamento das etapas horizontal e vertical, é muito importante realizar o teste com uma fonte externa. Para isso isole a original do circuito, retirando os diodos de retificação secundária. Utilize uma fonte estabilizada que forneça as tensões de 120VDC, 14VDC e 8VDC, substituindo a original.

Deixe o aparelho em teste pelo menos 20 minutos e observe se não há fechamento ou deslocamento do quadro (tela), intermitentemente. Confirmado isso, retire a fonte externa e recoloque os diodos retificadores.

Com esse procedimento, o técnico consegue passar, com mais facilidade e rapidez, o orçamento correto ao cliente, pois tem uma noção clara e objetiva de qual estágio realmente está com problemas, não precisando gastar dinheiro com os componentes da fonte.

Obs.: A tensão de 15VDC do circuito de áudio não tem necessidade de ser alimentada, pois não é essencial para o funcionamento do circuito.