CONEXÃO HDMI

11 de maio de 2016

Uma conexão HDMI pode usar dois tipos de conector: tipo A, com 19 pinos; e tipo B, com 29 pinos. Este segundo é maior e permite o uso da configuração dual link, que dobra a taxa de transferência máxima possível. Ou seja, com o conector tipo A é possível o uso de um clock de pixel de até 165MHz, e, com o conector tipo B, é possível obter uma taxa de pixel de até 330MHz.

Dentro de um conector HDMI tipo A, de 19 pinos:

  • Os pinos de 1 a 9 carregam três canais de dados TMDS: três pinos por canal. Os canais TMDS incluem informações de áudio e vídeo, e cada canal tem linhas separadas para valores positivos (+) e negativos (-) e uma linha de blindagem de dados (data shield) – ou terra.
  • Os pinos de 10 a 12 carregam dados para o canal de clock TMDS, que ajuda a manter o sinal em sincronização. Assim como os canais de dados TMDS, este canal tem linhas separadas para valores positivos (+) e negativos (-) e uma linha de blindagem de dados (data shield) – ou terra.
  • O pino 13 carrega o canal CEC (consumer eletronic control - controle eletrônico do consumidor), usado para mandar dados de comando e controle aos dispositivos conectados.
  • O pino 14 é vago e está reservado para uso futuro. Nos cabos HDMI 1.4 com canal de internet, leva dados do HEC (ethernet eletronic control).
  • Os pinos 15 e 16, dedicados ao DDC (display data channel), são usados para comunicação de informação EDID (extended display identification channel – canal de identificação e exibição estendida) entre os dispositivos.
  • O pino 17 é linha de dado de terra (data shield) para os canais CEC (consumer eletronic control) e DDC (display data channel).
  • O pino 18 carrega uma alimentação de baixa voltagem (+5V).
  • O pino 19 é o plugue de detecção quente (hot plug detect), dedicado a monitorar eventos de fornecimento ou não fornecimento de tensão e conexão/desconexão. Nos cabos HDMI 1.4 com canal ethernet, leva uma linha de dado positiva (data +) do HEC.

 

 

A imagem mostra os pinos de um conector HDMI de 19 pinos.

Algumas conexões possuem ainda um par DDC (display data channel – canal de dados do display), um fio para CEC (consumer eletronic control – controle eletrônico do consumidor), um fio para o HPD (hot plug detect) e um fio para a alimentação de 5 volts.

 

 A imagem mostra as ligações dos pinos de um conector HDMI.

Já o conector DVI, que utiliza 29 pinos, é compatível com equipamentos antigos, oferecendo simultaneamente os sinais digital e analógico. Isso permite, por exemplo, que um usuário conecte um monitor analógico a uma placa de vídeo com saída DVI-I, utilizando um adaptador simples.

Assim, os pinos 8, C1, C2, C3, C4 e C5 são usados para transmitir o sinal analógico usado pelos monitores antigos, enquanto os demais transmitem o sinal digital, como você pode ver no diagrama.

Pin 1: TMDS data 2- Pin 2: TMDS data 2+ Pin 3: TMDS data 2/4 shield Pin 4: TMDS data 4-
Pin 5: TMDS data 4+ Pin 6: DDC clock Pin 7: DDC data Pin 8: analog vertical sync
Pin 9: TMDS data 1- Pin 10: TMDS data 1+ Pin 11: TMDS data 1/3 shield Pin 12: TMDS data 3-
Pin 13: TMDS data 3+ Pin 14: +5 V Pin 15: ground Pin 16: hot plug detect
Pin 17: TMDS data 0- Pin 18: TMDS data 0+ Pin 19: TMDS data 0/5 shield Pin 20: TMDS data 5-
Pin 21: TMDS data 5+ Pin 22: TMDS clock shield Pin 23: TMDS clock+ Pin 24: TMDS clock-
C1: analog red C2: analog green C 3: analog blue C4: analog horizontal sync
C5: analog ground      

Um abraço!

Conexão DVI

15 de abril de 2016

A maioria dos monitores LCD e dos projetores digitais de alta qualidade atualmente apresenta uma conexão DVI (Digital Video Interface). É um padrão de interface de vídeo criado para melhorar a qualidade dos dispositivos de vídeo digital, permitindo a transferência de dados multimídia (áudio e vídeo) não comprimidos e com elevada definição.

Considerados substitutos do padrão VGA, pois a tendência é a de que o padrão VGA caia em desuso, os conectores DVI proporcionam qualidade de imagem superior, pois as informações das imagens podem ser tratadas de maneira totalmente digital, o que não ocorre com o padrão VGA.

Por exemplo, quando um monitor LCD trabalha com conectores VGA, é preciso converter o sinal recebido para digital. Esse processo faz com que a qualidade da imagem diminua. Como o DVI trabalha diretamente com sinais digitais, não é necessário fazer a conversão, portanto, a qualidade da imagem é mantida. Por essa razão, a saída DVI é ótima para ser usada em monitores LCD, DVDs, TVs, entre outros.

Embora os conectores DVI sejam parecidos entre si, eles variam conforme o tipo do conector, como mostra a figura a seguir:

O cabo dos dispositivos que utilizam a tecnologia DVI é composto, basicamente, por quatro pares de fios trançados, sendo um par para cada cor primária (vermelho, verde e azul) e um para o sincronismo.

Para as conexões DVI-D e DVI-I, existem dois tipos de cabo, os de single link e os de dual link, que utilizam um formato para transmissão de informações digitais chamado TMDS (Transition Minimized Differential Signaling).

Os canais TMDS servem para proteger a transmissão de dados, efetuando-a de forma codificada. Eles transmitem o sinal duplicado, contudo o segundo sinal é invertido. Quando o dispositivo receptor recebe os sinais, ele faz uma comparação, e as diferenças encontradas fazem com que ele identifique alterações (ruídos de transmissão) e possa descartá-las.

a) DVI-A: é um tipo que utiliza sinal analógico, porém oferece qualidade de imagem superior ao padrão VGA. Sua configuração é conhecida por 12 + 5 pinos. É fácil de identificar porque apresenta 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo e ainda tem vários pinos “faltando”.

b) DVI-D (single link): é um tipo similar ao DVI-A, mas suporta somente sinal digital. Os cabos DVI-D são usados na conexão digital direta entre a placa de vídeo e o monitor LCD digital (ou raramente CRT). Proporciona transição de imagens mais rápida e de alta qualidade, pois suporta a maioria das resoluções e frequências comuns. Configurado com 8 + 1 pinos, é facilmente identificado porque é composto por três “fileiras”, sendo que faltam seis pinos das duas colunas do centro.

c) DVI-I (single link): esse padrão consegue trabalhar tanto com DVI-A como com DVI-D. É o tipo mais encontrado atualmente. Sua configuração é de 8 + 5 pinos e suporta tanto sinal digital como analógico. Também se identifica por ser composto de três “fileiras” contendo a mesma falta dos seis pinos das duas colunas centrais, porém possui 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo.

Enquanto o “single link” usa um TMDS transmissor de sinal digital e 4 fios, a interface DVI “dual link” usa dois canais TMDS transmissores de sinal digital e 8 fios para enviar os dados. Dessa forma, torna-se possível ao dual link DVI efetivamente dobrar o poder de transmissão e fornecer um aumento de taxas de atualização e qualidade do sinal. Assim, enquanto um único link de 60 Hz LCD DVI pode exibir uma resolução de 1920 x 1200, um DVI dual link de 60 Hz LCD pode exibir uma resolução de 2560 x 1600. Nesse caso, mais pinos e os fios no cabo proporcionam mais largura de banda.

d) DVI-D (dual link): Geralmente é usado para conectar a saída DVI-D do computador a um vídeo DVI. O DVI-D conecta tanto o padrão analógico quanto digital, conforme seu monitor de vídeo. Configurado com 24 + 1 pinos, é facilmente identificado porque é composto por três “fileiras” de 8 pinos e 1pino longo.

Os cabos DVI-D são usados na conexão digital direta entre a placa de vídeo e o monitor LCD digital (ou raramente CRT). Proporciona transição de imagens mais rápida e de alta qualidade, se comparada à imagem analógica, devido à origem digitalizada da imagem. Todas as placas produzem um sinal inicialmente de vídeo digital, o qual é convertido em analógico na porta de saída VGA. O sinal analógico vai até o monitor e é reconvertido em sinal digital. O DVI-D elimina o processo de conversão analógico e otimiza a conexão entre a placa e o monitor.

e) DVI-I (dual link): Configurado com 24 + 5 pinos, é composto por três “fileiras” de 8 pinos, 1pino longo, 2 pinos acima e 2 pinos abaixo do pino longo; suporta sinal digital e analógico, mas em resoluções e frequências maiores que o DVI-I single link.

O pino chato longo em um conector DVI-I é maior do que o mesmo pino em um conector DVI-D.

Um abraço

Conexões RCA e VGA

7 de março de 2016

Em eletrônica, dois ou mais dispositivos como, por exemplo, o teclado, o mouse e a impressora podem ser conectados ao computador, ou então, circuitos como a placa T-CON e a placa principal de uma TV podem se conectar entre si, através de conexões.

Vejamos alguns tipos de conexões encontradas em equipamentos eletrônicos:

Conexão videocomposta: O termo “videocomposto”, como o próprio nome indica, é um sinal de vídeo cujos componentes de luminância (luminosidade), crominância (cor) e pulsos de sincronização foram misturados (mixados) num mesmo sinal.

Considerando que os diferentes componentes do sinal estão misturados e visando atenuar os limites dos sinais videocompostos, foram criados sinais de vídeo com componentes de luminância e de crominância separados, a fim de fazer circular, por vias diferentes, lógicas através de codificação e físicas através de cabos.

Nesse caso, a conexão para DVD players, televisores, dispositivos Blu-Ray, mesas de som e algumas placas de vídeo antigas para PC é realizada pelos famosos cabos RCA de três pontas, sendo que aquele que identifica e transporta o sinal do videocomposto é o conector de cor amarela. Entretanto, o cabo RCA que transporta o videocomposto vem geralmente acompanhado de dois cabos RCA (vermelho e branco) que transportam o sinal áudio estéreo (esquerda e direita).

O inconveniente relacionado ao fato de os diferentes componentes do sinal estarem misturados é que o sinal de vídeo resultante é de baixa qualidade, se comparado, por exemplo, a um sinal S-vídeo. Diante de tipos de conexão com melhores taxas de ruído, o videocomposto está longe de ser o ideal nos dias atuais. Por isso essa conexão vem sendo substituída por sistemas que apresentam melhores resultados, como o S-vídeo e o videocomponente.

A figura mostra os conectores RCA utilizados para a conexão do videocomposto e para os dois canais de áudio.

Conexão VGA: Sua definição exata é “Video Graphics Array”, que, numa tradução livre, significa “padrão de disposição gráfica para vídeo”. A sigla VGA é empregada para fazer referência ao conector de vídeo das placas gráficas.

O conector VGA, também conhecido pelo nome técnico de conector D-SUB (DB) tem seu funcionamento padrão operando em modo analógico, configurado com 15 pinos, com as seguintes funções:

Pin 1 – Red Video; Pin 2 – Green Video; Pin 3 – Blue Video; Pin 4 – Monitor ID – Bit 2; Pin 5 – Ground; Pin 6 – Red Ground; Pin 7 – Green Ground; Pin 8 – Blue Ground; Pin 9 – [KEY]; Pin 10 – Sync Ground; Pin 11 – Monitor ID – Bit 1; Pin 12 – Monitor ID – Bit 0; Pin 13 – Horizontal Sync; Pin 14 – Vertical Sync; Pin 15 – N/C (Reserved).

O conector VGA é encontrado em cabos, para a conexão da placa de vídeo de um computador a um dispositivo de saída, como um monitor ou uma televisão. A maioria dos televisores com tela LCD, que suporta resoluções mais altas, aceita um sinal RGB a 15Khz direto do conector VGA.

Esse tipo de conexão geralmente é empregado para sinais de transferência VGA, interface de vermelho, verde e cores escuras azuis e, também, para transferência de informações sobre sincronização (H-Sync) e vertical (V-Sync).

No cabo VGA, a versão “macho” do conector é a parte que possui vários pinos para a transmissão das imagens, enquanto nas placas de vídeo e dispositivos de saída há a versão “fêmea”.

A figura mostra os conectores VGA tipo “macho” e “fêmea” utilizados para a conexão de sinal VGA.

 

Já há algum tempo se utiliza a interface de 15 pinos do tipo Mini-D-Sub para ligação do monitor. Por meio de um adaptador, é possível ligar um monitor DVI de uma placa gráfica.

Conexão videocomponente: O sinal de videocomponente é exclusivamente de vídeo e se refere a um tipo de informação em que o vídeo é dividido em três componentes: dois componentes de cor (azul e vermelho) e um componente de luminância (imagem preto e branca).

Tanto os televisores antigos (tecnologia CRT) quanto os digitais (LCD, DLP ou plasma) produzidos recentemente têm suporte à tecnologia de videocomponente. Utilizado para obter uma melhor qualidade de imagem de DVD Players, o videocomponente trabalha com vídeo analógico e exige cabos à parte para lidar com o áudio da televisão.

A conexão do sinal do videocomponente é efetuada em cabos separados, padrão RCA, assim como é empregado para transmitir o áudio.


A figura mostra, à esquerda, os conectores RCA utilizados simultaneamente para a conexão e, ao lado, as entradas do sinal analógico de videocomponente.

Conexão S-vídeo: S-vídeo (abreviatura da expressão inglesa separate video) é um sinal de vídeo analógico que carrega dados de vídeo com dois sinais separados (brilho e cor). Por isso também é conhecido como Y/C, ou seja, os sinais de luminância (Y) e a informação modulada da crominância (C). A crominância refere-se ao valor das cores, enquanto a luminância se refere às luzes (branco e preto).

Numa conexão VGA, o cabo transporta esses dois sinais por meio de um único fio, o que contribui, constantemente, para o aumento da quantidade de ruídos e a perda da qualidade da imagem de uma forma geral, como, por exemplo, cores opacas ou brilho em desequilíbrio. Já na conexão S-vídeo, os sinais de luminância (Y) e a informação modulada da crominância (C) são transmitidos em pares separados, porém são sincronizados.

Devido à separação do vídeo em componentes de brilho (luminância) e de cor (crominância), o sistema S-vídeo é considerado, às vezes, um tipo de sinal de “videocomponente”, embora seja inferior a ele em termos de qualidade, sendo ultrapassado pelos sistemas de vídeo mais complexos, como o RGB.

A figura mostra o conector utilizado na conexão S-vídeo:

Pino 1: GND (Y) – terra do sinal Y

Pino 2: GND (C) – terra do sinal C

Pino 3: Sinal de luminância (Y)

Pino 4: Sinal de crominância (C)