FONTE DE ALIMENTAÇÃO DOS DVDs

24 de abril de 2012

A fonte de alimentação é responsável por distribuir energia elétrica a todos os componentes do DVD. Por isso, nesta segunda parte sobre o tema “Funcionamento dos DVDs”, queremos chamar a atenção dos amigos que visitam nosso Blog para os principais circuitos que constituem essa etapa.

FILTRO DE LINHA

O filtro de linha evita que os ruídos de chaveamento retornem para a rede elétrica, interferindo em outros aparelhos, como rádios e televisores. Esses filtros são formados por bobinas de fio de cobre, onde a corrente alternada (AC) cria um campo eletromagnético que anula tais ruídos, provocados pelo chaveamento.

CIRCUITO RETIFICADOR

A ponte retificadora de diodos retifica em onda completa da corrente alternada, transformando-a em contínua (CC). Um capacitor de 400V do circuito primário filtra e elimina ruídos provindos da rede elétrica, obtendo sobre os terminais do capacitor uma tensão contínua de, aproximadamente, 160VDC, quando a entrada AC for de 110VAC, e 310VDC, quando a entrada AC for de 220VAC.

CIRCUITO DE PARTIDA

Através de um resistor, é enviado um pulso de start a um circuito integrado na PCI MPEG, que aciona a partida da fonte. Após entrar em funcionamento, esse resistor deixa de atuar. Vale lembrar que nem todos os DVDs possuem esse circuito e que, quando conectados à rede elétrica, geram as tensões do secundário, sem a necessidade do start.

CIRCUITO SNUBBER

O circuito snubber reduz o nível dos picos de tensão e a taxa de oscilação da forma de onda, para que o oscilador trabalhe numa região segura.

CIRCUITO OSCILADOR

Após a partida da fonte, o oscilador é alimentado por uma tensão contínua, e o capacitor desse circuito entra em regime de carga e descarga, gerando sobre os seus terminais uma alta frequência. O oscilador, em função da frequência, chaveia a bobina primária do transformador, que, através do campo magnético induzido, gera uma corrente na bobina secundária.

AMPLIFICADOR DE ERRO E FOTOACOPLADOR

O circuito formado por TL431 e pelo fotoacoplador monitora as alterações no secundário da fonte na linha dos 5V. O fotoacoplador transmite essas alterações para o circuito de PWM do oscilador da fonte primária, que realiza as correções necessárias para que a saída permaneça estabilizada.

A tensão de referência desse circuito varia em função da tensão de 5V, fazendo com que o TL431 controle a corrente do LED interno do fotoacoplador, que, através de um fototransistor, determina se o oscilador deve permanecer mais tempo conduzindo (se a tensão no secundário estivar baixa), e menos tempo conduzindo (se a tensão no secundário estiver muito alta).

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ROTINA DE INICIALIZAÇÃO DOS DVDs

12 de março de 2012

Todo aparelho comandado por um microcontrolador possui uma rotina de inicialização. Ao ser ligado, o produto executa um conjunto de procedimentos para verificar o posicionamento de todos os sensores, mecanismos e servos motores.

A rotina de inicialização de um aparelho de DVD é muito simples:

a) Ao ligar o aparelho na tomada da rede elétrica, a fonte de alimentação é energizada e gera uma tensão de 5V, que é responsável por alimentar os circuitos integrados. Em alguns desses aparelhos, para que as demais tensões estejam disponíveis, é necessário que seja dado um Power On, ou seja, que o mesmo seja ligado.

b) Essa tensão de 5V é aplicada a dois transistores na PCI MPEG, normalmente são os “S8550” PNP. Os transistores regulam a tensão de 5V para, respectivamente, 1V8 e 3V3, que são responsáveis pela alimentação do processador.

c) Quando é dado o Power On no aparelho, o primeiro processo realizado pelo processador é identificar se há sinal de clock (27MHz, normalmente). Caso não haja esse sinal, o aparelho não liga.

d) Ao verificar o sinal de clock, se estiver presente, o processador vai buscar as informações da rotina de inicialização na memória flash, sendo assim, se houver algum defeito na memória, o aparelho não ligará.

e) Após esse procedimento, o aparelho, então, verifica se a gaveta está aberta. Estando aberta, a mesma será fechada, a unidade óptica será deslocada até a chave “Limit”, onde efetuará a varredura de foco, movimentando a lente para cima e para baixo. Em seguida, o motor spindle, que gira o CD, é acionado. Nesse momento, também é acionado o circuito de tracking, movimento que a lente faz para os lados.

f) Se o aparelho possuir entrada USB, após a varredura no driver de disco, se não for encontrado nenhum disco, o processador procurará alguma mídia na porta USB do aparelho, iniciando a leitura do mesmo.

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MICROPROCESSADOR

1 de dezembro de 2011

Os microprocessadores operam quase sempre com alimentação de 5V e liberam sinais que variam entre 0 e 5 volts. Apesar da complexidade e da dificuldade de visualizar esses sinais, alguns pontos fundamentais permitem-nos fazer uma vistoria prévia para saber o seu estado de funcionamento.

A primeira leitura que deve ser realizada é a que nos dá a comprovação de que a alimentação está presente no microprocessador. Nesse caso, é importante confirmar a linha de +5 volts bem como a linha de 0V (ground). Em alguns não é possível “engrossar” suficientemente a trilha de terra, e ela acaba rompendo-se, provocando um terra aberto.

Outro ponto importante a ser verificado, e comum de apresentar defeito nos microprocessadores, é o Clock, seja ele formado por um cristal externo ou por componentes RCL. Confirmar o funcionamento do Clock é o melhor indício sobre a operacionalidade do micro.

A probabilidade de queima de um micro sem causa externa de grande evidência é bastante remota. Muitas vezes, ocorre o bloqueio do micro (software paralisado) pela falta de uma linha de informação, dando-nos a falsa impressão de que é um problema de hardware! Isso também é mais comum do que se pode imaginar. Antes de trocar o micro, avalie as entradas e saídas de informações, como flat cable, pistas rompidas ou em curto, etc.

A conexão entre circuitos normalmente é realizada por cabos do tipo Flat Cable (chatos e flexíveis). São fitas flexíveis com depósito de pistas condutoras terminadas com pontas rígidas para se colocar o soquete. Evite dobras agudas, que podem trincar essas pistas. Faça o teste de continuidade desses cabos e verifique se as terminações apresentam contatos limpos. Normalmente, esses cabos são polarizados – cuidado para não invertê-los.

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