Flyback (transformador de saída horizontal)

9 de março de 2010

Como sabemos, o flyback é o principal componente do circuito horizontal. Trata-se de um transformador com núcleo de ferrite que produz a MAT e outras tensões para o correto funcionamento do tubo de imagem. Nos aparelhos microprocessados, o flyback funciona com um sinal de 15.750Hz, gerado pelo oscilador horizontal interno ao circuito integrado, vulgarmente conhecido como “faz tudo”. Conjugados ao flyback existem dois potenciômetros, sendo um deles destinado ao foco, e o outro, ao screen. O potenciômetro de foco é responsável por tornar a imagem mais nítida, enquanto que o potenciômetro de screen controla o brilho da trama.

Os flybacks utilizados nos monitores de computadores são mais caros que os de televisores. Essa diferença de preço existe porque os flybacks de monitores possuem maior isolamento que os de televisor, além de usar um capacitor de filtro de MAT interno, pois a capacitância do tubo de monitor é muito baixa, não sendo suficiente para filtrar a MAT. Por outro lado, a capacitância do tubo de TV é alta, consequentemente, não é necessário utilizar um capacitor interno.

O flyback é um componente que depende de outros para o perfeito funcionamento. Por trabalhar com tensões elevadas e estar sempre ativo quando o aparelho está funcionando, é comum apresentar problemas após algum tempo de uso, principalmente em épocas de grande umidade relativa. Os principais defeitos encontrados nos flybacks de televisores é o curto entre espiras e/ou enrolamentos. Já nos flybacks de monitor, os defeitos encontrados são outros, ou seja, curto no capacitor interno de MAT, vazamento de alta tensão e defeito nos potenciômetros, causando embaçamento na imagem.

Característica dos defeitos no flyback

  • Falta de brilho ou pouco brilho
  • Falta alta tensão
  • Falta largura ou largura reduzida (espira em curto no flyback)
  • Imagem embaçada

Teste de abertura e curto entre um enrolamento e outro
Com o esquema da TV em mãos, meça a continuidade das bobinas, de acordo com os pinos do flyback indicados no esquema, utilizando a escala de X10K no multímetro analógico. Também faça o teste de curto entre um enrolamento e outro.

Importante: para realizar este teste, o flyback deve estar fora da TV.

Teste de curto no capacitor interno (para flyback de monitores)
Com o multímetro na escala de X10K, coloque uma de suas pontas na presilha da chupeta de MAT e toque a outra em cada pino do flyback. Se o ponteiro do multímetro deslocar-se quando as ponteiras estiverem encostando nos pinos, o flyback estará em curto.

ESQUEMA ELÉTRICO

3 de dezembro de 2009

Uma das formas mais eficientes de se interpretar o funcionamento de um circuito eletrônico é, sem dúvida, pela análise de tensão em alguns pontos estratégicos do circuito.

Para realizar grande parte dos serviços de manutenção, é essencial dispor do esquema elétrico do aparelho. Através dele, podemos obter inúmeras informações para executar um trabalho seguro e rápido e também o devido reparo.

Os esquemas elétricos podem parecer complexos no início, no entanto, no decorrer da sua jornada profissional, você verá que, na verdade, eles são muito simples, pois não passam de uma representação gráfica do circuito do aparelho, em que são empregados símbolos que representam os diversos componentes do conjunto.

Aprender a ler e interpretar esquemas elétricos permite diagnosticar muitos defeitos no próprio esquema e, algumas vezes, usando apenas um multímetro para realizar os testes e corrigir o defeito.

A forma mais eficaz de ler um esquema é analisar cada estágio, verificando como o sinal entra, o que acontece dentro do estágio e como ele sai. Lembre-se de que a saída de cada estágio é a entrada do estágio seguinte, portanto, a análise deve prosseguir através de todos os estágios, até se chegar à saída final.

Ao realizar a leitura dos esquemas elétricos, é muito importante saber localizar os diferentes estágios do aparelho no esquema e saber a função de cada um deles, ou seja, para que serve cada estágio.

Uma regra bastante eficaz que você pode adotar e que facilita a visualização dos circuitos é ressaltar com cores os principais sinais e tensões dos estágios.

Nota: Você pode pintar de vermelho a linha de +B principal do aparelho, e de cores derivadas do vermelho (violeta, laranja, rosa, etc.), as linhas de tensões mais baixas (tensões secundárias). Outras cores, então, podem frisar as linhas que carregam informações de apoio aos circuitos, como sinais de áudio, vídeo, sincronismo, etc.

A regra básica para localizar os diferentes estágios em um determinado aparelho é concentrar a atenção nos principais componentes de cada estágio.

Concluindo, podemos dizer que o esquema elétrico é um mapa completo do aparelho, e saber interpretá-lo torna-se essencial para uma rápida manutenção.

Teste dos motores spindle e sled da unidade óptica

9 de novembro de 2009

O motor do disco chama-se spindle, e o motor que move a unidade, sled.  Para realizar o teste nesses motores, é necessário que seus conectores de alimentação estejam desconectados (desligados).

Teste do motor spindle
Com o multímetro analógico posicionado na escala de X1, encoste as ponteiras do instrumento nos terminais de alimentação. Com seleção para leitura de resistência, temos certa tensão entre as ponteiras do instrumento, proveniente da sua bateria interna, provocando uma alta rotação do eixo do motor. Também pode ser observada a deflexão do ponteiro, resultado da continuidade da bobina do motor.

Entre os dois motores, é o spindle que mais apresenta defeito, devido à baixa rotação, devendo ser substituído.

Teste do motor sled
Para realizar esse teste, o multímetro analógico também deve estar na posição de X1, e as ponteiras, encostadas nos terminais de alimentação do motor sled.

O ponteiro do multímetro também deflexionará. No entanto, o eixo do motor vai girar suavemente, uma vez que ele moverá as engrenagens do mecanismo da unidade óptica, tornando o arrasto (deslocamento) do eixo do motor mais “pesado”. Portanto, ao realizar o teste no motor sled, estaremos testando, também, as engrenagens do mecanismo (um dos problemas mais comuns dessa unidade).

Nota: Se o motor for testado fora do mecanismo (engrenagens), a sua rotação se apresentará igual a do motor spindle.

Se você não possui um multímetro analógico, pode realizar esse teste com o auxílio de uma fonte de alimentação de 5 volts e corrente contínua de 500mA. Nesse caso, o teste fica restrito à rotação do motor. Se o motor não funcionar ou funcionar inadequadamente, o eixo pode estar travado ou com o a bobina aberta.

Teste de flat cable
Para testar o flat cable, você pode utilizar tanto o multímetro analógico como o digital. Com o analógico, você deve posicionar o seletor na escala de X1. Já com o digital, a escala deve ser posicionada em 200Ω. As ponteiras do multímetro devem ser colocadas nas pontas de cada trilha do flat. A leitura, em qualquer um dos multímetros, deve ser baixa, ou seja, próximo a zero. Se, em alguma trilha, o ponteiro não deflexionar (no analógico) ou indicar OL (no digital), a trilha está interrompida, necessitando a substituição do flat cable.