Listras verticais na tela da TV

17 de agosto de 2016

Se a tela da TV acende, tem imagem e áudio, mas aparecem listras verticais (espécie de “cortina”) na tela, provavelmente o problema se encontra na tela. Antes de confirmar esse diagnóstico, podemos fazer alguns testes.

Na análise desse defeito, as tensões da fonte de alimentação estão sendo geradas normalmente, pois a tela está acendendo, temos imagem e som, e a placa principal também está funcionando normalmente porque todos os sinais de áudio e vídeo estão sendo processados. Assim, seguindo um roteiro de análise do defeito, a pesquisa começa verificando-se as condições dos seguintes componentes: cabo LVDS, placa T-CON, cabos flat e, finalmente, a tela da TV.

A função da placa T-CON é receber os sinais de vídeo da placa principal, através do cabo LVDS, para processá-los e distribuí-los para a tela.

Como dificilmente o técnico tem à disposição vários tipos de placas sobressalentes dos diversos modelos de televisão, para poder usar como teste, é preciso criar uma rotina de manutenção em que seja possível realizar um teste para certificar-se de que o problema realmente esteja acontecendo em função de defeito na tela.

Nesse caso, a pesquisa do defeito pode ser desenvolvida em duas etapas:

Primeira etapa: a verificação do defeito deve começar pelo cabo LVDS, pois ele é o responsável por levar os sinais processados da placa principal para a placa T-CON. O primeiro passo é verificar as condições dos terminais desse cabo. Devido à umidade, principalmente em lugares litorâneos, é comum os terminais, tanto do cabo LVDS como dos cabos flat, oxidarem (criarem uma espécie de zinabre) e provocarem mau contato. Desconecte o cabo LVDS da placa T-CON e pulverize um produto de limpar contato.

  • Desconecte os cabos flat que ligam a tela às saídas da placa T-CON, esfregue uma borracha comum (borracha escolar vermelha e azul) nos terminais dos cabos flat e passe uma escova com cerdas antiestáticas. Em seguida, pulverize os terminais com produto limpa-contato.
  • Conecte os cabos, ligue o televisor e verifique se o problema foi solucionado.

 

Segunda etapa: caso o problema permaneça, o mais provável é que o defeito esteja na tela.  Para uma pesquisa mais apurada no funcionamento da tela, pode-se (se confirmado o defeito) aplicar um artifício que permite o funcionamento quase normal, não sendo necessária sua troca num primeiro momento.

O trabalho a seguir é delicado, e o técnico deve ter muita paciência.

  • Desconecte da placa T-CON um dos cabos flat (são os cabos que ligam a tela à placa T-CON).
  • Corte um pedaço de fita adesiva (Durex), com largura correspondente à metade da largura do cabo flat. A finalidade da fita adesiva é obstruir os dados que passam através de um dos cabos flat da placa T-CON para a tela. A falta desses dados faz com que a parte da tela que não está recebendo os sinais fique escura. Na outra parte da tela, aparecerá o restante da imagem. Com isso, podemos determinar em qual dos setores da tela está sendo provocado o defeito.

Observe na figura que a largura da fita adesiva (amarelo) é metade da largura do cabo flat (azul).

 

  • Conecte o cabo flat e ligue o televisor. Como dissemos, uma parte da tela ficará escura. Na parte em que a imagem está aparecendo, verifique se o problema foi solucionado. Se o problema desaparece, o setor que causa o defeito na tela está na parte do cabo que foi obstruída. Se o problema continua, o defeito está sendo causado no setor do outro cabo flat que está sendo aplicado na tela. O próximo passo é determinar o setor da tela ou trilha do cabo flat que está causando o problema.
  • Determinado o setor em que está sendo provocado o problema, vamos trabalhar nas trilhas do cabo flat correspondente ao setor defeituoso. Nosso objetivo, agora, é diminuir ao máximo a largura da fita adesiva para, com isso, definir a trilha do cabo flat ou do setor da tela que está defeituoso. Corte a fita adesiva com largura correspondente à metade da largura anteriormente usada. A fita adesiva agora vai obstruir somente parte dos sinais desse cabo flat que passam da placa T-CON para a tela.

  • Conecte o cabo flat e ligue o televisor. Como já dissemos, a parte da tela cujas trilhas estão obstruídas ficará escura. No entanto, a imagem deverá aparecer em toda a outra metade da tela, mais parte do setor correspondente à outra metade que não estará obstruída. Verifique se o defeito “cortina” (listas na tela) desaparece. Se o problema desaparece, o setor que causa o defeito está na parte cujas trilhas do cabo flat estão obstruídas. Nesse caso, é nessa parte que continuaremos a investigação. Se o problema continua, então o setor que está com defeito corresponde à parte do cabo flat cujas trilhas não estão desligadas na tela. Nesse caso, é nesse lado do cabo flat que continuaremos.
  • Desligue o televisor, desconecte o cabo flat e corte a fita adesiva com largura correspondente à metade da largura da fita.

 

 

  • Conecte novamente o cabo flat e ligue o televisor. Se a imagem que aparece no restante da tela estiver boa, confirma-se a suspeita de que o defeito se encontra nessa parte obstruída. Esse processo pode ser repetido até o técnico selecionar o menor número de trilhas possível.

 

Constata-se que o problema está sendo causado pela tela quando esse tipo de defeito não pode ser corrigido, pois você não tem acesso à parte interna da tela. Mas, certamente, o problema será praticamente imperceptível quanto menor a largura da fita adesiva, pois, nesse caso, a determinação da(s) trilha(s) que está(ão) alimentando a parte defeituosa será mais seletiva, diminuindo o setor defeituoso.

Procedimentos iniciais para ser uma autorizada

29 de julho de 2016

Uma oficina autorizada, também conhecida como concessionária, é ligada ao fabricante, por isso fica obrigada a utilizar somente peças originais. Já uma oficina especializada é uma empresa com experiência em determinado tipo de conserto, porém sem vínculo necessário com os fabricantes, ou seja, pode ter um excelente serviço, mas não tem a obrigação de utilizar as peças de fábrica.

Para fazer parte da rede autorizada, o primeiro passo é entrar em contato (através de e-mail ou telefone) com o fabricante que se pretende representar. Por exemplo, no caso da Samsung (assistência técnica, revenda ou representação), o endereço eletrônico disponível na internet é: r.takeiti@samsung.com.br. Em geral, após esse primeiro contato, o solicitante passa por avaliação para ser aprovado antes de se tornar um credenciado.

Geralmente, para ser um autorizado, o empreendedor precisa ter determinado perfil buscado pelo fabricante; além disso, deve adotar algumas atitudes, tais como:

 

- Forte relacionamento e influência na região e conhecimento da área de atuação.
- Engajamento total na gestão e na organização da autorizada.
- Visão de negócios e foco em resultados.
- Habilidade com processos técnicos e negociação.
- Capacidade para gerenciar, desenvolver e formar pessoas.
- Administração de recursos humanos, financeiros e materiais.
- Disponibilidade e interesse para estudar e aprender sempre.
- Conhecimento e acompanhamento constante do mercado.

Confira o tópico “Credenciamento como assistência técnica autorizada”, nele você encontra várias dicas de itens considerados importantes para se candidatar ao credenciamento.

Tipos de memória

24 de junho de 2016

O conceito de memória é único, extensivo e válido para qualquer marca e modelo; por esse motivo, é necessário conhecer o básico sobre esse item.

Ao se manusear o teclado do painel da TV ou o controle remoto, pressionando alguma das teclas, certamente ela irá liberar dados armazenados na memória flash do Micon. Nesse momento, o software armazenado nas memórias NVM, DDR, EEPROM e flash vai atuar para atender os comandos realizados pelo usuário.

No caso de dados temporários, o Micon utiliza um banco de memórias RAM, que são voláteis.

Os circuitos de um televisor possuem diversos tipos de memórias, classificadas de acordo com sua estrutura. Vejamos os tipos de memórias empregadas na televisão:

Memórias RAM, ROM, SDRAM, flash, NVM, DDR, serial flash, nand flash e memória EEPROM. Algumas estão dentro do micro e outras estão fora dele.

Memória RAM: Permite leitura e escrita, porém seus dados são perdidos sempre que o power é desligado.

Memória ROM: Permite apenas leitura, porém não perde os dados quando o circuito power é desligado.

Memória SDRAM: É uma memória RAM estática, mais rápida que a dinâmica.

Memória flash ROM: É uma memória de leitura e escrita muito veloz, que permite a sua programação via software apenas uma vez.

Memória EEPROM: Também chamada de E2PRO, é uma memória que pode ser apagada e escrita eletricamente. Essa memória é responsável por armazenar os dados do último canal sintonizado e os ajustes técnicos do receptor (16Kbit).

Memória NVM: É uma memória não volátil e também flash (1Mbit).

Memória: DDR – Utilizada também em PC, possui alta taxa de dados e alta velocidade (1Gbit).

Memória serial flash – Esta memória armazena dados por um longo período de tempo, sem alimentação (1Gbit).

Memória nand flash: Armazena dados de forma semelhante ao serial flash, com porta lógica nand (4Gbit).