MICROPROCESSADOR

1 de dezembro de 2011

Os microprocessadores operam quase sempre com alimentação de 5V e liberam sinais que variam entre 0 e 5 volts. Apesar da complexidade e da dificuldade de visualizar esses sinais, alguns pontos fundamentais permitem-nos fazer uma vistoria prévia para saber o seu estado de funcionamento.

A primeira leitura que deve ser realizada é a que nos dá a comprovação de que a alimentação está presente no microprocessador. Nesse caso, é importante confirmar a linha de +5 volts bem como a linha de 0V (ground). Em alguns não é possível “engrossar” suficientemente a trilha de terra, e ela acaba rompendo-se, provocando um terra aberto.

Outro ponto importante a ser verificado, e comum de apresentar defeito nos microprocessadores, é o Clock, seja ele formado por um cristal externo ou por componentes RCL. Confirmar o funcionamento do Clock é o melhor indício sobre a operacionalidade do micro.

A probabilidade de queima de um micro sem causa externa de grande evidência é bastante remota. Muitas vezes, ocorre o bloqueio do micro (software paralisado) pela falta de uma linha de informação, dando-nos a falsa impressão de que é um problema de hardware! Isso também é mais comum do que se pode imaginar. Antes de trocar o micro, avalie as entradas e saídas de informações, como flat cable, pistas rompidas ou em curto, etc.

A conexão entre circuitos normalmente é realizada por cabos do tipo Flat Cable (chatos e flexíveis). São fitas flexíveis com depósito de pistas condutoras terminadas com pontas rígidas para se colocar o soquete. Evite dobras agudas, que podem trincar essas pistas. Faça o teste de continuidade desses cabos e verifique se as terminações apresentam contatos limpos. Normalmente, esses cabos são polarizados – cuidado para não invertê-los.

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Dicas para um bom reparo

27 de outubro de 2011

Em 50% dos equipamentos que entram em uma oficina para conserto, o diagnóstico começa com as informações do cliente. Por isso, ao receber um aparelho, converse com o proprietário e colha o máximo de informações de como o problema ocorreu.

E, ao iniciar o conserto de qualquer aparelho, observe as seguintes dicas. Elas vão ajudá-lo muito.

  1. Quando houver evidências de queda, observe se há componentes soltos ou faltando, partes carbonizadas e/ou deterioradas.
  2. Faça uma medição de componentes a frio, ou seja, com o aparelho desligado. Lembre-se de que, para que se possa fazer uma medição correta, a maioria dos componentes deve ser removida do circuito.
  3. Inicialmente, ligue o aparelho em uma tomada que tenha algum dispositivo de segurança, como, por exemplo, lâmpada em série com a alimentação tomada.
  4. De posse do diagrama, faça as medições de tensão dos circuitos.
  5. Ao ligar o aparelho, procure descobrir se existem componentes superaquecendo, liberando fumaça e/ou cheiro de queimado.
  6. Fique atento aos barulhos, ruídos ou estalidos que vêm do circuito ou estão presentes nos alto-falantes. Nos cinescópios é possível observar uma falta ou a presença de imagem deformada. Isso ajuda muito para saber em que circuito se deve trabalhar.
  7. Substitua, quando possível, os componentes pelos originais. Se isso não for possível, use somente os equivalentes. Nas associações de resistores ou capacitores, fique atento para que a soma total seja exatamente igual ao componente original.
  8. Mantenha uma caderneta (ou banco de dados) com relatórios dos reparos já executados.

Essas informações – aliadas a um lugar arejado, bem ventilado, bem iluminado, ferramentas adequadas, uma boa bancada de trabalho, tempo disponível e conhecimentos técnicos – certamente são ingredientes para o sucesso no diagnóstico do defeito do aparelho.

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O caminho da manutenção

19 de setembro de 2011

A manutenção, seja ela de equipamento eletrônico ou de veículo, deve obedecer a uma linha lógica de raciocínio que venha a apresentar uma conduta para a pesquisa de defeito. O êxito da manutenção somente é alcançado quando a pesquisa é dirigida com objetividade e, para isso, é necessário que haja uma sequência lógica de passos em sua execução.

Mesmo o técnico experiente usa o esquema elétrico. A inspeção de alguns componentes, durante o processo de comprovação de seu funcionamento, exigirá, por exemplo, o uso de um multímetro ou de outra ferramenta especial, assim como o conhecimento e o domínio de termos técnicos. Portanto, o uso do esquema elétrico e do caderno de manutenção facilita a identificação do problema e permite dar um diagnóstico do defeito, bastando, para isso, seguir as orientações de pesquisa, item por item, à medida que for sendo inspecionado cada componente.

Na verdade, a manutenção, seja ela qual for, exige que se siga, passo a passo, cada circuito relacionado ao problema apresentado, verificando o estado de funcionamento das peças ou o fluxo de corrente. Se o circuito for constituído de componentes elétricos, testam-se pontos de tensão e fluxo de corrente. O importante é que se realize a pesquisa até chegar às possíveis causas e, então, faça-se o diagnóstico do defeito.

Muitas vezes, a sequência de manutenção é confundida com o diagnóstico. A primeira é o procedimento de atuação, ou seja, é o processo de análise do defeito, e o segundo é o resultado final do processo de pesquisa do defeito.

Tanto na manutenção preventiva quanto na corretiva, seja ela elétrica, eletrônica, ou até mesmo mecânica, de motocicleta ou de automóvel, considera-se “sequência” toda a rotina de tarefas que deve ser seguida durante a pesquisa do defeito, a fim de chegar a um diagnóstico para posterior substituição da peça ou do componente defeituoso, cumprindo as normas de testes estabelecidas pelo fabricante. É importante que o técnico construa uma linha de trabalho e, para isso, é necessário que ele tenha em mente a função de cada etapa.

Organizar uma sequência de ações que devem ser realizadas em uma manutenção corretiva é o que chamamos de otimização do trabalho.

Durante a vivência profissional, é possível constatar muitos fatos curiosos, dentre eles uma característica que evidencia a pressa em obter a solução. Por exemplo, ao concluir um determinado conserto e constatar que o aparelho não funciona corretamente ou continua com problema, a reação imediata de um técnico com pressa é a de abandonar tudo ou recorrer ao auxílio de alguém mais experiente, ao invés de verificar ao menos a existência das condições básicas para o funcionamento do equipamento.

O que queremos mostrar é que, antes de sair fazendo leituras e substituições de componentes, é importante que se construa uma sequência de ações baseada na comparação entre as informações do cliente e aquilo que aprendemos durante o desenvolvimento do nosso aprendizado. Somente dessa forma evitaremos investimentos desnecessários em peças e tempo extra de mão de obra.

O procedimento, a conduta lógica e o raciocínio são os fatores básicos para uma decisão acertada. Por isso devemos sempre checar todas as alternativas de manutenção. O procedimento racional e lógico para pesquisa de um defeito deve ser iniciado pelos sintomas do defeito.

Não existe crescimento sem problemas e obstáculos. Eles existem, e somente aqueles que persistirem irão atingir seus objetivos. Tenha persistência e nunca se esqueça do valor de uma grande ideia. Confie em si mesmo para definir sua conduta. Tenha coragem de arriscar, pois isso é essencial em manutenção!

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