A manutenção, seja ela de equipamento eletrônico ou de veículo, deve obedecer a uma linha lógica de raciocínio que venha a apresentar uma conduta para a pesquisa de defeito. O êxito da manutenção somente é alcançado quando a pesquisa é dirigida com objetividade e, para isso, é necessário que haja uma sequência lógica de passos em sua execução.
Mesmo o técnico experiente usa o esquema elétrico. A inspeção de alguns componentes, durante o processo de comprovação de seu funcionamento, exigirá, por exemplo, o uso de um multímetro ou de outra ferramenta especial, assim como o conhecimento e o domínio de termos técnicos. Portanto, o uso do esquema elétrico e do caderno de manutenção facilita a identificação do problema e permite dar um diagnóstico do defeito, bastando, para isso, seguir as orientações de pesquisa, item por item, à medida que for sendo inspecionado cada componente.
Na verdade, a manutenção, seja ela qual for, exige que se siga, passo a passo, cada circuito relacionado ao problema apresentado, verificando o estado de funcionamento das peças ou o fluxo de corrente. Se o circuito for constituído de componentes elétricos, testam-se pontos de tensão e fluxo de corrente. O importante é que se realize a pesquisa até chegar às possíveis causas e, então, faça-se o diagnóstico do defeito.
Muitas vezes, a sequência de manutenção é confundida com o diagnóstico. A primeira é o procedimento de atuação, ou seja, é o processo de análise do defeito, e o segundo é o resultado final do processo de pesquisa do defeito.
Tanto na manutenção preventiva quanto na corretiva, seja ela elétrica, eletrônica, ou até mesmo mecânica, de motocicleta ou de automóvel, considera-se “sequência” toda a rotina de tarefas que deve ser seguida durante a pesquisa do defeito, a fim de chegar a um diagnóstico para posterior substituição da peça ou do componente defeituoso, cumprindo as normas de testes estabelecidas pelo fabricante. É importante que o técnico construa uma linha de trabalho e, para isso, é necessário que ele tenha em mente a função de cada etapa.
Organizar uma sequência de ações que devem ser realizadas em uma manutenção corretiva é o que chamamos de otimização do trabalho.
Durante a vivência profissional, é possível constatar muitos fatos curiosos, dentre eles uma característica que evidencia a pressa em obter a solução. Por exemplo, ao concluir um determinado conserto e constatar que o aparelho não funciona corretamente ou continua com problema, a reação imediata de um técnico com pressa é a de abandonar tudo ou recorrer ao auxílio de alguém mais experiente, ao invés de verificar ao menos a existência das condições básicas para o funcionamento do equipamento.
O que queremos mostrar é que, antes de sair fazendo leituras e substituições de componentes, é importante que se construa uma sequência de ações baseada na comparação entre as informações do cliente e aquilo que aprendemos durante o desenvolvimento do nosso aprendizado. Somente dessa forma evitaremos investimentos desnecessários em peças e tempo extra de mão de obra.
O procedimento, a conduta lógica e o raciocínio são os fatores básicos para uma decisão acertada. Por isso devemos sempre checar todas as alternativas de manutenção. O procedimento racional e lógico para pesquisa de um defeito deve ser iniciado pelos sintomas do defeito.
Não existe crescimento sem problemas e obstáculos. Eles existem, e somente aqueles que persistirem irão atingir seus objetivos. Tenha persistência e nunca se esqueça do valor de uma grande ideia. Confie em si mesmo para definir sua conduta. Tenha coragem de arriscar, pois isso é essencial em manutenção!