COMO ABRIR SUA PRÓPRIA OFICINA

5 de julho de 2010

Abrir o próprio negócio e ser dono de si mesmo é o sonho de muitos técnicos. Muitos ficam imaginando que isso nunca será possível, pois acham que a primeira condição seria ter um grande capital, sem o qual nada daria certo.

É claro que sem dinheiro não dá para fazer nada. No entanto, com um pouco de dinheiro, muita garra e bom conhecimento das atividades que se vai exercer, torna-se possível montar uma oficina técnica ou qualquer outro negócio comercial.

O ramo da assistência técnica de rádio, som, TV, DVD, etc. depende basicamente de um técnico bem preparado, que execute o serviço de forma rápida e correta.

As orientações para abrir uma oficina técnica podem ser descritas em seis partes sucessivas:

1) A idéia

É aqui que começa a nascer a empresa, a oficina de assistência técnica.

Você começa a ponderar os prós e contras e decide assumir os riscos para tocar sua ideia avante. Saiba arriscar conscientemente. Esteja preparado para enfrentar desafios e ousar na execução de um novo empreendimento, escolher os melhores caminhos, baseando-se naquilo que você conhece. Jamais inicie um empreendimento sobre o qual você não conhece nada.

2) Escolha do local

A escolha do ponto é determinante para o seu sucesso, e a especialização no ramo ajuda a tornar o negócio altamente competitivo. O faturamento mensal varia muito de região para região e também de acordo com o porte da oficina.

À medida que o negócio for crescendo, você poderá entrar em contato com as fábricas e indústrias para solicitar seu aval para operar como oficina autorizada. Esta marca que lhe concede ser uma autorizada será como uma bandeira, que o identificará como uma assistência confiável e respeitável.

3) Formalização jurídica

Após a ideia e a escolha de um bom local, vem a formalização jurídica da empresa. A sua oficina deve estar legalizada para que você possa trabalhar tranquilo, inclusive com a perspectiva de tornar-se uma autorizada de alguma fábrica futuramente.

4) Fluxo de caixa

Uma vez formalizada juridicamente a empresa, é necessário passar para a terceira parte, o fluxo de caixa.

É necessário fazer um estudo para traçar um quadro objetivo:

  • cálculo do investimento;
  • cálculo dos salários e encargos dos funcionários;
  • estimativa das rendas e dos custos gerais;
  • apuração dos resultados;
  • projeção do fluxo de caixa e do capital de giro;
  • cálculo dos preços de serviços.

5) Contratações

De início, talvez você mesmo faça todos os serviços técnicos. Mas, à medida que a oficina for crescendo, será necessário contratar pessoas competentes para lhe assessorar.

Ao fazer as contratações, consulte seu contador sobre os encargos trabalhistas e sobre a legislação do trabalho. Ser um empregador é uma coisa muito séria e você precisa estar preparado e consciente.

6) Organização da oficina

É necessário que o principiante se acostume desde o início a ter a ideia de ser ordeiro, organizado, visando obter uma condição de vida mais aceitável entre os próprios elementos integrantes da classe.

Assim sendo, a oficina deve ter uma boa aparência e uma boa organização, a fim de proporcionar um ambiente agradável aos clientes e aos próprios elementos que trabalharem nela.

FONTE DE ALIMENTAÇÃO (LINEAR X CHAVEADA)

20 de maio de 2010

Há alguns anos, o concerto de fonte de alimentação dos televisores fazia parte da rotina de qualquer técnico. Com a chegada das fontes chaveadas, houve uma redução de tamanho, peso e, consequentemente, uma redução no custo. Com o surgimento das fontes de alimentação chaveadas, foi possível o aumento do rendimento, em relação às fontes lineares, e uma sensível diminuição de manutenções nas fontes dos equipamentos eletrônicos.

FONTE LINEAR

A fonte linear é a que opera com a frequência da rede elétrica (60Hz ou 50Hz). Nesse tipo de fonte temos basicamente quatro blocos: transformador, etapa retificadora, filtragem e circuito de controle.

Nota:

O TRANSFORMADOR - transforma a tensão alternada da rede ao nível correto de tensão alternada que se deseja.
A RETIFICAÇÃO - é constituída por dois ou quatro diodos, que transformam a tensão alternada do secundário do transformador em uma tensão contínua ondulada (com ripple).
O FILTRO - é constituído basicamente por capacitores e indutores. Esses, por sua vez, retiram as últimas ondulações (ripple) que ainda possam existir sobre a tensão contínua, tornando-a mais pura.
O CIRCUITO DE CONTROLE - mantém a tensão de saída constante e estabilizada, mesmo quando há variações na tensão alternada da entrada ou da rede.

FONTE CHAVEADA

No caso das fontes de alimentação chaveadas, as utilizações de um transformador de alta frequência permitem reduzir o tamanho e o peso das fontes chaveadas. Essas fontes utilizam transistores especiais (FETs), como interruptores eletrônicos de alta comutação, que diminuem as perdas e aumentam o rendimento total das fontes. Dessa forma, a potência controlada pela fonte fica maior.

As fontes chaveadas podem dissipar potências maiores, utilizando componentes de menores dimensões em relação à fonte linear, e trabalham com modulação de pulso, alterando a frequência da rede para uma faixa entre 20 e 60kHz. Com essa nova frequência, os principais componentes (transformador e capacitor de filtro) podem ser empregados em tamanho reduzido. Isso acontece porque, em alta frequência, o fenômeno de indução eletromagnética ocorre com maior facilidade, permitindo que o transformador seja construído com núcleo de ferrite (mais leve que o convencional de aço-silício) e menor tamanho. Ao mesmo tempo, o ripple também diminui, o que permite a utilização de capacitores de filtros também menores.

As fontes chaveadas são mais complexas e, portanto, exigem maiores cuidados na prevenção de interferência eletromagnética (EMI). Para um nível cada vez menor de potência, as vantagens das fontes chaveadas ultrapassam as desvantagens.

tabela1

Flyback (transformador de saída horizontal)

9 de março de 2010

Como sabemos, o flyback é o principal componente do circuito horizontal. Trata-se de um transformador com núcleo de ferrite que produz a MAT e outras tensões para o correto funcionamento do tubo de imagem. Nos aparelhos microprocessados, o flyback funciona com um sinal de 15.750Hz, gerado pelo oscilador horizontal interno ao circuito integrado, vulgarmente conhecido como “faz tudo”. Conjugados ao flyback existem dois potenciômetros, sendo um deles destinado ao foco, e o outro, ao screen. O potenciômetro de foco é responsável por tornar a imagem mais nítida, enquanto que o potenciômetro de screen controla o brilho da trama.

Os flybacks utilizados nos monitores de computadores são mais caros que os de televisores. Essa diferença de preço existe porque os flybacks de monitores possuem maior isolamento que os de televisor, além de usar um capacitor de filtro de MAT interno, pois a capacitância do tubo de monitor é muito baixa, não sendo suficiente para filtrar a MAT. Por outro lado, a capacitância do tubo de TV é alta, consequentemente, não é necessário utilizar um capacitor interno.

O flyback é um componente que depende de outros para o perfeito funcionamento. Por trabalhar com tensões elevadas e estar sempre ativo quando o aparelho está funcionando, é comum apresentar problemas após algum tempo de uso, principalmente em épocas de grande umidade relativa. Os principais defeitos encontrados nos flybacks de televisores é o curto entre espiras e/ou enrolamentos. Já nos flybacks de monitor, os defeitos encontrados são outros, ou seja, curto no capacitor interno de MAT, vazamento de alta tensão e defeito nos potenciômetros, causando embaçamento na imagem.

Característica dos defeitos no flyback

  • Falta de brilho ou pouco brilho
  • Falta alta tensão
  • Falta largura ou largura reduzida (espira em curto no flyback)
  • Imagem embaçada

Teste de abertura e curto entre um enrolamento e outro
Com o esquema da TV em mãos, meça a continuidade das bobinas, de acordo com os pinos do flyback indicados no esquema, utilizando a escala de X10K no multímetro analógico. Também faça o teste de curto entre um enrolamento e outro.

Importante: para realizar este teste, o flyback deve estar fora da TV.

Teste de curto no capacitor interno (para flyback de monitores)
Com o multímetro na escala de X10K, coloque uma de suas pontas na presilha da chupeta de MAT e toque a outra em cada pino do flyback. Se o ponteiro do multímetro deslocar-se quando as ponteiras estiverem encostando nos pinos, o flyback estará em curto.